sexta-feira, novembro 26, 2004

ALIVIADO!

Continuam as 'revoluções'. Agora vou mudar de local de trabalho. Esta mudança para novas (usadas) instalações, proporciona uma excelente oportunidade para enfrentar aqueles ‘monstros’ (leia-se sebentas, circulares, ofícios, diários da republica, informações, relatórios, etc, etc) que vivem dentro do meu armário e em cima da minha secretária. É impressionante como nos apegamos ao papel! Finalmente, aquela limpeza que prometi a mim mesmo, vai agora ser concretizada. Confesso que não gosto de mudanças (empacotar tudo, desempacotar tudo) mas a visão de deixar para trás cerca de 2/3 da papelada acumulada nos últimos anos, deixa-me bastante aliviado!

terça-feira, novembro 23, 2004

'FADO' DO LAR

Resolvi dedicar-me ao lar, pelo que agora ando ocupado a fazer revoluções (leia-se arrumações) cá em casa. Concluí que as soluções provisórias que habitavam o escritório (nome pomposo para uma assoalhada com oito metros quadrados) tinham chegado ao fim da sua vida útil. Finalmente as minhas colecções de banda desenhada ganharam um espaço próprio. A partir de agora ao passar a porta do escritório entro no mundo de fantasia (leia-se muita bd) e num mundo virtual (leia-se Internet). Devido a isto tudo, não tenho tipo tempo de 'alimentar' este bichinho (leia-se blog). E tantas coisas que eu tinha para dizer, a começar pelo Benfica.

sexta-feira, novembro 19, 2004

DESCULPE NÃO PERCEBI, IMPORTA-SE DE REPETIR ?

"Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?"

quarta-feira, novembro 17, 2004

SIC

Com as alterações efectuadas pela TV Cabo nos canais de televisão, aproveitei a ‘onda’ e reposicionei os canais da minha televisão. Como não sigo a posição definida pela TV Cabo, situei depois dos quatro canais generalistas, os meus preferidos de momento, que curiosamente pertencem todos ao universo SIC: Radical, Mulher e Comédia. Para quem não se identifica com as programações feitas à base de telenovelas ‘ao cubo’ e de malucos do riso (amarelo, acrescento eu), os excelentes Daily Show, Jay Leno, Conan O’Brien ou Oprah e ainda os memoráveis Seinfeld, Battlestar Galáctica, Quem Sai Aos Seus ou mesmo Dragon Ball Z são uma bênção e uma autêntica lufada de ar fresco na poeirenta programação das nossas televisões. O curioso disto tudo é o facto de eu, actualmente, não perder um minuto com a programação da SIC generalista e gastar horas a ver os programas das restantes SIC’s. Ai se eu fosse Director de Programas desta estação!
ESTADO EM QUE SE ENCONTRA ESTE BLOG

CASA NOVA

Volta não volta e o template do meu blog desaparece. Ainda não percebi se o problema é do Blogger ou não, mas não tarda nada, faço a mala e estou a mudar de 'casa'. Como quem não quer a 'coisa', começei por registar o nome no novo sítio. Grão a grão...

sexta-feira, novembro 12, 2004

MUNDO MELHOR

Ontem morreu um homem que era ao mesmo tempo um terrorista e um ditador. Quando vi a noticia sobre os milhões e milhões de dolares que tinha desviado para as suas contas bancárias particulares e confrontei com a sua entrevista onde lamentava que 75% do seu ‘povo’ na Faixa de Gaza e 50% na Cisjordânia viviam no limiar da pobreza, pensei que a Morte, desta vez, havia sido generosa. Quando desci à rua, o ar estava mais puro e o Mundo pareceu-me um lugar melhor para se viver.

quarta-feira, novembro 10, 2004

NOTAS BEDEFILAS 19

Terminado o FIBDA’2004 é altura ideal para fazer um balanço geral sobre o festival deste ano. Infelizmente para mim, não pude visitar o certame tantas vezes quantas as desejaria, o que não impossibilitou que percorresse as várias salas de exposição. Destaco desde já a sala dedicada à arte de Gradimir Smudja, com principal ponto de interesse as pranchas originais do excelente álbum ‘Vincent e Van Gogh’. Tal como nos quadros do pintor, também aqui a cor dominava em todos os desenhos. Surpreendentemente ou talvez não, algumas das pranchas em exibição encontravam-se à venda por preços que variavam entre os 600 e os 900 euros. Gostava muito, mas fica para uma próxima vez. Gostei também da exposição dedicada a autores flamengos. Johann De Moor foi um dos autores presentes na sessão de autógrafos. A exposição “100 Bd’s do Século XX” assentava numa ideia gira, mas na minha opinião pecava pela forma como estava exposta em colunas. Os textos que acompanhavam cada uma das personagens estavam bons, os objectos nem por isso. Destaco também o sopro de vida da editora Meriberica, com o lançamento de um novo álbum com a segunda parte das aventuras de Blake e Mortimer em “Os Sarcófagos do 6º Continente, Tomo 2 – Duelo de Espíritos”. Encontra-se ali à espera para ser lido. No geral, o festival não foi um grande festival, mas foi um acontecimento simpático, em linha com os últimos anos. O espaço ainda não é o ideal e faltava se calhar mais iniciativas para os dias de semana e uma maior divulgação das obras dos autores presentes, nacionais e estrangeiros. Também vinha a calhar era a recuperação da ‘velha’ fábrica da cultura para os futuros festivais. Quero aqui agradecer a atenção de José Ferreira da organização do FIBDA, que me enviou (a tempo) um e-mail com informação sobre o Festival. Até para o ano!
OS “GATOS”



Lisboa, ontem, foi testemunha de um acontecimento impar: fui assistir pela primeira vez a um musical. Concretamente, fui ver “Cats” naquela que é, na minha opinião, a pior sala de espectáculos do país, o Coliseu de Lisboa. Confesso, que na posse de todas as minhas faculdades, não troco um confortável lugar de uma sala de cinema pela cadeira do camarote de um teatro. Mas ontem cedi e acedi a ir ver ‘o’ musical. Afinal, os números não enganam: 50 milhões de espectadores, 21 anos em palco. Mas deve ser defeito meu, porque na primeira parte do espectáculo só não dormi uma boa soneca porque a cadeira era desconfortável e o bilhete foi caro. A segunda parte já se viu melhor, mas confesso que no global esperava um melhor espectáculo, talvez com mais história e mais movimento, ou seja, não fiquei ‘convertido’. Não me interpretem mal, “Cats” é um espectáculo com bons artistas com umas vozes fantásticas, o guarda-roupa é excelente e o jogo de luzes transforma completamente o cenário. Eu, definitivamente, é que sou ‘alérgico’ a musicais!
CÁ ESTOU EU...

Após alguns dias de ausência, verifico que inexplicavelmente o meu espaço de opinião desapareceu!!! Sofreu um black-out!!! Querem ver que estou a ser pressionado para ‘moderar’ os meus posts? (lol !) Vai-me dar algum trabalho para recuperar o que aqui estava, sendo que o principal problema são os links dos meus blogs preferidos, mas nada se perde. Password alteradas, não vá o diabo tece-las e estou de volta (espero!). O que não me mata deixa-me mais forte!

sexta-feira, novembro 05, 2004

A VERDADE ESCONDIDA

Mais um jogo importante (UEFA!), mais uma derrota (3-0!!) do meu clube. Confesso que desta vez já estava à espera, mas não por números tão exagerados. Este Benfica mostra-se incapaz de vencer jogos com equipas do seu campeonato, mas enquanto a comunicação social for cúmplice (por omissão) e entrar em euforias com as vitórias da equipa sobre os ‘orientais’ da nossa SuperLiga, o que ‘salta à vista’ vai permanecer escondido. Eu, como associado faço a minha parte, escrevo aqui o que vejo, na minha opinião, o Benfica não têm equipa, não têm treinador e nem sequer têm presidente. Estamos a precisar de ventos de mudança. Suspeito que, infelizmente, o tempo há-de me dar razão!

terça-feira, novembro 02, 2004

F@#% AMÉRICA!

A América está a votos. A acreditar nas sondagens, aparentemente a escolha não é fácil para os americanos. Do outro lado do Oceano, tem de escolher entre um ignorante ou um ‘vira-casacas’. Deste lado do Ocenao, a questão coloca-se entre um mundo pior ou um mundo menos mau. Não voto, mas tenho preferência pelo marido da ‘portuguesa’. Não por acreditar que vá ser um excelente presidente, afinal estamos a tratar das presidenciais americanas, mas porque aparentemente parece-me ser o menos mau dos dois. A política do “what is our oil doing under their soil” do (ainda) actual presidente é para mim, mais que suficiente para perceber que, neste caso, uma mudança é benéfica para todos. O problema principal passa pelo facto da 'decisão' se encontrar nas mãos de um povo que se por um lado apoiam a politica militar do actual presidente, por outro lado não sabem indicar o Iraque no mapa; se por um lado derrubam um ditador, por outro lado criam ninhos de terroristas; se por um lado contribuem com cerca de 25% do total das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, por outro lado recusam-se a rectificar o protocolo de Quioto; se por um lado dominam no mundo da informática e das novas tecnologias, por outro lado ainda votam através de cartões perfurados; se por um lado votam maioritariamente num candidato, por outro lado podem ter como presidente o candidato menos votado. E são estes eleitores que decidem por todos nós. Infelizmente, estamos assim: a América vota e o resto do Mundo sofre em silêncio. Apetece-me citar uma frase do cartaz do filme “Alien vs Predator”: ganhe quem ganhar, nós perdemos! É assim que eu vejo estas eleições. Fuck América!

sexta-feira, outubro 29, 2004

NOTAS BEDEFILAS 18



Por Toutatis! Asterix e Obelix fazem hoje 45 anos. Criados pela dupla René Goscinny e Albert Uderzo, estes heróis gauleses de banda desenhada surgiram pela primeira vez nas páginas da revista “Pilote” com as aventuras de “Asterix, o Gaulês”. Com mais de 300 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, a base do sucesso destes personagens é uma ‘poção mágica’ de muita criatividade e bastante humor. Em Portugal, com a recente passagem dos direitos da Meribérica para a ASA, a data será comemorada com a reedição de todos os títulos, os primeiros dos quais, já em Novembro. De salientar, o pormenor das primeiras edições de cada álbum terão um selo branco de certificação e respectiva numeração (de I a MMM) na última página. Mas a edição mais esperada é "Astérix e o Regresso dos Gauleses", título inédito em português que chega também em Novembro às livrarias e que reúne histórias curtas - a maior parte ainda escritas por Goscinny - que foram sendo publicadas em várias revistas francesas desde a década de 1960. Um novo álbum, só deverá chegar às livrarias daqui a um ano e do qual Uderzo apenas revelou que "possivelmente o bardo não será amarrado e amordaçado no banquete final".

quarta-feira, outubro 27, 2004

NOTAS BEDEFILAS 17



Apesar de ter escrito este texto no Domingo, a força das circunstâncias só agora me permitiu publica-lo. A critica continua actual!

Impressões sobre um festival:
Aproveitei o Domingo chuvoso para me aventurar nas estradas da Amadora em busca do festival de Banda Desenhada que decorre naquela cidade. Apesar de ter-me deslocado de carro, não foi difícil dar com a estação de Metro da Falagueira. A organização esmerou-se na colocação de palcas a indicar o local! Fácil estacionamento e entrei no mundo da fantasia.

Agradável surpresa foi a oferta do bilhete logo à entrada. Segundo me informaram, uma decisão da organização face a alguns problemas (não especificados) que haviam surgido. Desconfiado, entrei. Se calhar por não estar muita gente, o espaço destinado ao festival pareceu-me amplo e arejado, mas após alguns minutos na fila para autógrafos deu logo para reparar que as condições não são assim tão boas. A falta de ar condicionado ou de janelas para o exterior aliado às luzes de holofotes, transformou a sala central numa verdadeira sauna. Queixavam-se os autores e os leitores. Entre os autores, destaco a presença de Achdé e de Gerra, os novos autores, desenhador e argumentista respectivamente, de Lucky Luke, que tiveram a gentileza de me assinar o novo álbum do cowboy solitário “Lucky Luke no Quebeque”, um lançamento das Edições Asa. Não posso deixar de referir a ‘pujança’ do stand desta editora que se afirma cada vez mais como uma líder no mercado de banda desenhada, num ambiente de absoluto contraste com o triste stand da ‘moribunda’ Meribérica-Liber. Esta, mais uma vez não lançou qualquer álbum novo, digno de registo, apesar dos títulos que ainda mantêm ‘em carteira’, nomeadamente a série ‘Blueberry’. A imagem dos dois stands, localizados frente-a-frente, dá-nos uma imagem bastante forte de quem manda actualmente na Banda Desenhada em Portugal. Rei morto, rei posto!

Uma nota negativa foi a falta de pagamento por Multibanco. Num festival desta dimensão, onde as editoras, supostamente, aproveitam para lançar novos títulos e recuperar outros, esta falaha revela algum 'amadorismo' da organização. Está bem que existe uma caixa Multibanco à entrada, mas nunca fiando, o melhor é mesmo levar a carteira cheia de ‘verdes’. Como passei metade do tempo na conversa com pessoas amigas e a outra metade nas filas para autógrafos (Johann de Moor, Seth Fisher, Ricardo Leniers e José Carlos Fernandes) não vi qualquer exposição. Fica marcada para uma segunda visita, afinal nunca se deve ver tudo numa primeira vez.

Mas o pior estava para chegar: no final, quando me preparava para me vir embora e solicitei um programa do festival para os 15 dias, informaram-me que não havia. Distracção ou desorganização? Assim, desconheço quais os autores que vão estar presentes nos fins-de-semana seguintes. Mais, Quando perguntei pelo WC, fui de novo surpreendido. Disseram que não havia e que deveria utilizar as instalações sanitárias existentes um piso abaixo na estação de metro. Percebi então, no final da minha visita, o porquê de me terem oferecido a entrada. Mais um ano, mais uma nota negativa para a organização. Ou muito me engano, ou este festival, com 15 anos de existência, deve estar próximo do seu fim. Ou será que alguém me consegue explicar, porquê que ano após ano, a organização do FIBDA vai piorando?

terça-feira, outubro 26, 2004

COMPUTADOR K.O.

A emissão segue via portátil dentro de momentos...(espero!)

sexta-feira, outubro 22, 2004

A QUEDA DE UM DITADOR!



O Fidel caiu! Calma, porque ainda não foi desta que Cuba passou a um Pais livre. O que aconteceu foi que o ditador caiu literalmente no chão, espalhou-se ao ‘comprido’ ao descer de um palanque depois de terminado mais discurso. Teme-se agora pela vida dos trabalhadores que montaram o palanque!
NOTAS BEDEFILAS 16



Começa hoje o 15º Festival de Banda Desenhada da Amadora. Bem procurei uma imagem do cartaz oficial do certame, mas nada. A Internet ainda não é um meio de comunicação privilegiado em Portugal. A grande novidade deste ano do festival é a sua localização, na nave comercial da estação de Metro de Amadora-Este (Falagueira). Apesar de não conhecer ainda o local, posso já garantir que foi uma escolha feliz, dado que as instalações da Escola Intercultural onde se realizaram as últimas três edições, deixava muito a desejar. A exposição deste ano dá o seu maior destaque às “100 BDs do Século XX”, que resulta de um inquérito mundial elaborado pelo Comissariado que abrangeu críticos, directores de festivais e de centros de BD e outros especialistas de 21 países. Da recolha das votações, resultou que os 10 primeiros lugares estão ocupados pelas seguintes Bandas Desenhadas: Tintin, Batman, Corto Maltese, Asterix, Little Nemo, Maus, Blueberry, The Spirit, Peanuts, Krazy Kat, Donald Duck (Pato Donald) e Uncle Scrooge (Tio Patinhas). Será, certamente, possível fazer uma retrospectiva do que de melhor foi feito em banda desenhada ao longo do século XX.
Para alem das mostras individuais de André Carrilho, Luís Louro, Seth Fisher e colectivas de autores argentinos e flamengos, destaco a presenças confirmadas dos seguintes autores: Seth Fisher (EUA), Johann De Moor (Bélgica), Miguelanxo Prado (Espanha) e de Gradimir Smudja (Ex-Jugoslávia) entre outros. Pronto, já sabem que de 22 de Outubro a 7 de Novembro, das 10 às 22 horas, a festa da BD faz-se na Amadora.
Da minha parte estão prometidas várias visitas ao festival, até porque as sessões de autógrafos assim o determinam. Depois vou escrevendo aqui as minhas impressões.

quarta-feira, outubro 20, 2004

MAL SERVIDO! (1)

A primeira entrada nos Serviços Suspeitos vai, infelizmente, para uma das minhas lojas de consumo preferidas. Diz o povo com razão “no melhor pano cai a nódoa”, mas não posso deixar de criticar aqui a politica da FNAC para Portugal relativamente a preços, no presente caso, de dvd’s. Um comentário deixado neste blogue relativamente a uma compra minha do pack da trilogia da ‘Star Wars’ alertou-me para o facto da FNAC, no mercado português praticar um preço bastante superior quando comparado com Espanha ou França. Concretizando: após pesquisa verifiquei que a FNAC Portugal vende o dvd da trilogia ‘Star Wars’ ao preço de € 69,95; a FNAC França vende o mesmo artigo a € 49,99; enquanto que a FNAC Espanha o vende por apenas € 49.95 ! Mas o que é isto ??!! Sabendo que Portugal tem um dos mais baixos rendimentos médios da Europa, como é que é possível haver diferenças, para o mesmo produto, de quase 20 euros? Foi isto que perguntei num email enviado para o serviço de clientes da FNAC no dia 4 de este mês. Até hoje não recebi qualquer resposta. Elucidativo não ? Pelo 'abuso', a FNAC entra directamente para primeiro lugar dos “Serviços Suspeitos”. Continuarei a ser cliente, mas dvd’s na FNAC não obrigado!

Curiosamente, recebi à poucos dias atrás uma carta da FNAC a enviarem-me o novo cartão de cliente, cuja substituição me habilita a ganhar 1.000 € em cheques oferta, bastando para isso preencher um cupão a descrever o cartão FNAC ideal. Mesmo a propósito, resolvi habilitar-me com a seguinte frase: “ O cartão FNAC ideal é aquele que permite ao cliente comprar em Portugal dvd’s aos preços praticados em Espanha ou em França! ”. Ora tomem lá!!!
MAIS SERVIÇO PÚBLICO

Inspirado pelo Jumento, resolvi criar uma coluna com o arquivo das crónicas sobre empresas que, por experiência própria, considero que prestam um MAU serviço aos seus clientes. O arquivo vai chamar-se “Serviços Suspeitos” e fica colocado na coluna do lado direito logo depois das “Notas Bedefilas”.
OS SUSPEITOS DO COSTUME



Numa demonstração de serviço público, quer o autor deste blogue, informar os seus leitores que passa hoje na TVI às 00.15 o filme “Os Suspeitos do Costume” de Bryan Singer. Mais informo que o visionamento deste filme é obrigatório para o currículo de qualquer cinéfilo que se preze. Para os mais observadores, não existe coincidências, o título do filme inspirou o nome deste blogue. Afinal trata-se de um dos meus filmes preferidos ou eu não estava para aqui a gastar letras do meu teclado.
Se a historia é brilhante, a magnifica interpretação de Kevin Spacey no papel de 'Verbal' Kint, valeu-lhe mesmo o Óscar para o melhor actor secundário. Acrescento ainda que este filme encontra-se em 18º lugar no TOP 250 dos melhores filmes votados no IMDB.
A excelente proposta da TVI apenas peca pela hora tardia a que se inicia. Mas se devido às aventuras do ‘Conde de White Castle’ que ocupam os ‘prime-time’ da programação, já nem o prof. Marcelo tem direito ao seu tempo de antena, o melhor nem é protestar é mesmo gravar. Eu, por mim, já sei que me vou deitar às duas e tal da manhã.

segunda-feira, outubro 18, 2004

NÃO MERECEMOS!

No rescaldo do jogo Benfica-Porto, não queria aqui escrever sobre futebol, porque já basta viver as emoções, quanto mais falar delas. Mas não resisto. Depois de ouvir a ‘palhaçada’ da conferência de imprensa pós-jogo dos responsáveis do Benfica, nomeadamente Filipe Vieira e José Veiga, não consigo evitar, porque não sei se nos julgam estúpidos ou são estúpidos por natureza! As provocações e as desculpas de sempre para encobrirem a incompetência. Primeiro sobre o jogo propriamente dito. Reconheço aqui a superioridade do futebol praticado pela equipa das Antas, pelo que não compreendo a necessidade daquele ‘roubo de igreja’. Vitórias assim não prestigiam os seus vencedores. Quanto ao ‘frango’-que-entrou-e-não-contou de Vítor Baia, apenas digo: razão tem Scolari!

Agora o que interessa, o Benfica. Perdoem a franqueza deste associado, mas o clube está uma merda! Voltou ao tempo da pedra, ou seja, é hoje a imagem do seu presidente, um construtor civil. Este em conjunto com o ‘pedreiro’ Veiga arrastam o nome do Benfica para ‘ajustes de contas’ pessoais e ridículos com Pinto da Costa, contratam vários jogadores que juntos não fazem um, contratam um reformado senil para treinador do clube, constituem um plantel de solteiros & casados que pouco sabe jogar à bola, conclusão: assim nunca havemos de ganhar nada! O Benfica está doente, sofre de um cancro tipo VV (Vieira & Veiga) que se instalou no seio do Glorioso. Costuma-se dizer que o primeiro passo para combater uma doença é reconhece-la que existe, pelo que pergunto para quando um diagnóstico? Se é verdade que hoje os sócios e simpatizantes do Benfica não mereciam a arbitragem que o jogo teve, também não é menos verdade que já há algum tempo o clube não merece os dirigentes que têm!

domingo, outubro 17, 2004

SLB, SLB, SLB!!!


PARTICIPAR!

Hoje levantei-me cedo e fui dar uma ‘corridinha’. Bem, a ‘corridinha’ foi de 6 quilómetros e chamava-se mini-maratona ribeirinha da Moita. Não me pareceu mal, passar mais uma manha de Domingo a correr, apesar de hoje não ter sentido muito bem. Demorei (tempo não oficial) cerca 35’ 06’’ a correr os seis mil metros. Não sei se foi do estômago cheio, ou das dores nos gémeos, ou de qualquer outra desculpa que arranjei para mim, mas efectuei um tempo completamente fora dos meus objectivos. Pior, se a parte física reclamou durante a prova, agora encontra-se a queixar-se. Continuo a correr atrás da forma física, o que me ‘obriga’, por enquanto, a correr sob a máxima ‘o importante é participar’!

sexta-feira, outubro 15, 2004

O VICIO DA PROIBIÇÃO

O Governo prepara um conjunto de medidas anti-tabagismo, entre as quais se encontra a proibição de venda de tabaco a menores de 18 anos. O que à primeira vista parece uma excelente medida, a mim soa-me a uma ‘americanização’ de leis, que passa sobretudo por proibições. Não compreendo esta tendência de importação de formas de pensar, quando a cultura, modos de vida e formas de estar europeus são completamente diferentes.

Se atendermos ao efeito prático da medida, vejo-a mais como uma desresponsabilização do Estado. Com uma simples lei, o Estado passa as responsabilidades para os donos dos cafés e de máquinas de tabaco quando devia investir na formação e na informação dos jovens; cria uma lei de efeito mediático e resultados duvidosos quando devia apostar na criação de condições e estruturas para que os nossos jovens pudessem desenvolver as suas capacidades físicas, intelectuais ou artísticas. Basta olhar para os grupos de rapazes e raparigas parados às portas das escolas, para perceber que quando não se têm anda para fazer, os cigarros aparecem sempre. Não percebo o porquê do atalho da proibição quando o caminho devia passar pela responsabilização.

E se fumar é um perigo real para a saúde e o combate ao tabagismo é para levar a sério, porque não se corta o ‘mal pela raiz’ e se proíbe definitivamente, não a comercialização ou a venda de tabaco, mas sim a produção de cigarros? Enquanto o Estado continuar a jogar dos dois lados, se por um lado proíbe, por outro continua a ser o maior beneficiário com a venda de tabaco, via impostos, estas leis destinam-se somente a transformar-nos numa sociedade de proibições, onde qualquer dia não haverá lugar para as liberdades individuais.

quinta-feira, outubro 14, 2004

VER FUTEBOL!

Fui Quarta-Feira a Alvalade para assistir ao que pensava ser um jogo de futebol de qualificação para o Mundial de 2006. Acabei por ver Portugal a fazer um jogo treino porque afinal, os responsáveis da selecção russa depois de assistirem ao último jogo de Portugal, resolveram apenas enviar uma equipa de reservas para dar conta do caso. Fizeram bem, porque se aquela equipa que jogou fosse a selecção principal, não havia memória para uma humilhação tão grande. Portugal esteve naqueles dias em que tudo corre bem. Quando isto acontece não há nada a fazer. Cria talvez a ilusão que somos os maiores do Mundo. E assim, as bestas passaram a bestiais. É por causa disto, que Portugal merece o público que têm e vice-versa. A mesma selecção que é humilhada pela equipa do Liechtenstein, teoricamente o adversário mais fácil do grupo de qualificação, é a mesma que humilha a selecção russa, teoricamente o adversário mais difícil do grupo de qualificação. É o problema das teorias! Eu fui ver o jogo, não pela selecção, porque afinal continuo descrente, sofro ainda do sindroma grego, mas pela rara oportunidade de ver ao vivo o ‘puto’ a jogar. Agora que o Rui Costa já não faz parte, a minha atenção vira-se para Cristiano Ronaldo. Com artistas destes à solta no relvado, nem quero saber de resultados. Quero é ver futebol!

segunda-feira, outubro 11, 2004

NOTAS BEDEFILAS 15




Quero aqui deixar o registo do cruzamento de duas formas de coleccionismo. Numa excelente iniciativa conjunta da Bedeteca de Lisboa e dos CTT – Correios de Portugal, foi lançada este mês uma emissão filatélica comemorativa dos “Heróis Portugueses de Banda Desenhada”. A feliz associação entre selos e banda desenhada traduz-se num excelente convite a descobrir não só a riqueza da filatelia portuguesa bem como o maravilhoso mundo da 9ª arte portuguesa.

No total foram escolhidos 8 heróis, quatro para selos individuais: Quim e Manecas (1915) de Stuart de Carvalhais, Simão Infante (1946) de Raul Correia e Eduardo Teixeira Coelho, Guarda Abília (1998) de Júlio Pinto e Nuno Saraiva e os quatro elementos que compõem A Pior Banda do Mundo (1999) de José Carlos Fernandes; e ainda para um bloco com quatro selos: Tomahawk Tom (1952) de Vítor Péon, o Espião Acácio (1977) de Fernando Relvas, Pitanga (1985) de Arlindo Fagundes e Jim del Monaco (1981) de António Simões e Luís Louro.

Segundo os responsáveis, os critérios definidos para a escolha destes heróis “foram a importância das personagens e dos autores na história da bd portuguesa e a abrangência de várias épocas, géneros, temáticas e estilos. Assim, foram escolhidos heróis divertidos, indómitos, ingénuos, inteligentes, desconcertantes, invencíveis ou, simples e surpreendentemente, humanos, bem humanos, tão próximos, afinal, das nossas vivências, dúvidas e problemas.”

domingo, outubro 10, 2004

O HOMEM DA MARATONA

Sem qualquer preparação, participei hoje numa mini-maratona de 10 quilómetros, entre Algés e Oeiras numa excelente organização da Câmara Municipal de Oeiras (os créditos são devidos!). Corri com mais dois amigos, um deles já quase um profissional do quilómetro. Tinha estabelecido como objectivo principal terminar a prova com um tempo próximo dos 50 minutos. Como jovem inconsciente que sou, achei que era bastante razoável. Afinal o tempo de referência que tinha (à volta dos 59 minutos mal contados) provinha da participação na mini-maratona de Lisboa (8 quilómetros) há dois anos atrás. Mas hoje, depressa descobri no ‘sarilho’ que me tinha metido. Por volta do quilómetro quatro, apercebi-me que o meu principal adversário não era o cronómetro, o receio da chuva, os meus amigos ou sequer os restantes participantes. O meu principal adversário era eu próprio. Durante grande parte da corrida, lutei num plano psicológico contra a minha vontade física de parar e simplesmente concluir a prova a andar. Ainda não percebi onde fui buscar forças para ter feito a prova sempre a correr. Hoje posso dizer que testei os meus limites. Aproveitei tudo para me motivar, a vista da marginal, as participantes femininas, os placares com as indicações dos quilómetros percorridos, os abastecimentos e os incentivos das pessoas que assistiam à prova. O alívio e a alegria que senti quando passei na linha de chegada não consigo traduzir por palavras. Nunca suei tanto por uma t-shirt. Corri 10 mas pareceram-me 42 quilómetros. Senti-me um homem da maratona. E se calhar tomei-lhe o gosto. Resolvi que vou participar de forma mais regular, juntamente com os meus amigos, nas próximas provas que se realizarem aqui em Lisboa e arredores. Mas aprendi a lição, vou-me preparar devidamente. O importante é participar, mas não quero ‘morrer’ a meio da prova. For the record deixo aqui a indicação que a minha participação foi cronometrada com o tempo oficial de 58’14’’

A título de curiosidade, o título deste 'post' foi roubado de um excelente filme realizado por John Schlesinger em 1976 e que conta com a participação de Dustin Hoffman!

sábado, outubro 09, 2004

PARA ONDE VAIS PORTUGAL?

O ridículo passou a ser incontornável, porque infelizmente, para nós, portugueses, transformou-se em ‘caso nacional’. Eu mantenho a minha convicção que tudo isto não passa de, mais um, “jogo político” de Marcelo Rebelo de Sousa, porque caso contrário porquê o silêncio?

Veículos de informação independentes onde possa exercer liberdade total de expressão para esclarecer toda esta situação, não lhe faltam, mas isso também não lhe interessa, porque afinal Portugal já ‘embarcou’ em mais um ‘quase obsceno’ e ridículo ‘fait-divers’. Com a colaboração do Presidente da Republica, das televisões, das primeiras páginas de jornais e dos comentários daqueles que não querem ser esquecidos, resulta melhor para os interesses particulares do professor, quinze dias de silêncio do que quatro anos de comentários.

O problema que se coloca é a falta de lucidez dos ‘nossos’ governantes para verem que as prioridades do país passaram para segundo plano. A combate à pobreza que afecta dois milhões de portugueses, à incompetência que grassa na Educação, à privatização da Saúde ou ainda a falta de meios para um combate eficaz ao paraíso fiscal em que Portugal se transformou, são pormenores quando comparados com o ‘caso’. Portugal vive para os ‘casos’, sejam eles do mundo da política ou do futebol. Desta vez, serviu também, para revelar, mais uma vez, a inaptidão dos ‘nossos’ políticos para serem dignos representantes da Republica. Portugal continua sem rumo!

Chegamos a um ponto, que se por azar o território de Portugal continental se desprendesse da Península Ibérica, ficaríamos perdidos ao sabor de ventos e marés, à deriva em pleno Oceano Atlântico, tal a falta que nos fazem políticos sérios, homens de antigamente!

quinta-feira, outubro 07, 2004

CRITICA AO CRITICO

Há muito que já tinha desistido de ouvir aquele monólogo aos Domingos no Jornal da Noite da TVI, porque achava que faltava ali alguém que dissesse ao Professor que quando teve a oportunidade de pôr em prática o que defende na teoria, ele tinha falhado. Liberdade de expressão, falta de? Não acho! Afinal a TVI (ainda) é uma empresa privada e Portugal é (ainda) uma democracia. O problema é: quem critica não gosta de ser criticado! Em tempos de renovação, o Martelo foi-se!

terça-feira, outubro 05, 2004

A VILA



Evitei ler qualquer coisa escrita sobre o filme. Não queria ser influenciado e não gosto de fazer exercícios mentais a imaginar desfechos. Assim retiro um maior prazer de finais surpreendentes e coerentes. M. Night Shyamalan é um realizador que já me habitou a isso. Por esse motivo aprecio a sua obra. O seu último filme ‘A Vila’ (‘The Village’ na versão original) é mais um perfeito exemplo seu enorme talento como argumentista e realizador. O filme é excelente! Uma história bem conseguida sobre os ‘nossos medos’ com um final surpreendente, mais uma vez.

Confesso, no entanto, que esperava um filme dito ‘assustador’, estava talvez, influenciado pelo trailer que já tinha visto. A sensação que fiquei apontava para um filme de terror puro. Não é o caso. O que não impede que não seja um excelente filme, com o habitual "twist", na linha do que o realizador já nos tinha habituado. Nada se perde. As emoções estão lá e o jogo de cores amarelo/encarnado só reforçam a ideia. Para não correr o risco de escrever de mais, destaco só as interpretações de Bryce Dallas Howard (Ivy Walker) e Adrien Brody (Noah Percy). Atribuo ao filme a nota de 8 em 10. Recomendo vivamente!
DE VOLTA

Estou de regresso a estas lides bloguistas, após alguns dias de afastamento não intencional. O meu problema é eterno: os dias no planeta Terra não têm 48 horas, logo tenho falta de tempo. Confesso que tambem sempre tive uma grande dificuldade em lidar com 'o' tempo. Tudo o que resulta de relógios, prazos, horários desperta em mim uma animosidade inexplicável. Acho que não é defeito, é feitio! Bem, estou de volta!

segunda-feira, setembro 27, 2004

THE FORCE



Cometi a minha loucura mensal. Passei na FNAC e paguei € 69,95 pela trilogia ‘Guerra das Estrelas’ acabadinha de sair em dvd (4 discos, incluindo um de extras). Era impossível não comprar. Em miúdo, fui apanhado pelo poder da Força, quando vi ‘O Regresso de Jedi’. Lembro-me de ter ficado deslumbrado com todo aquele mundo de naves espaciais e sabres de luz. Foi o primeiro filme que vi da saga e logo fiquei conquistado. Desde então, já vi e revi todos os filmes várias vezes. Agora surgiu a oportunidade de possuir um bocado da história do cinema em suporte digital. Poderia lá resistir. Há pessoas que guardam bocados da história sob a forma de pedras provenientes do Muro de Berlim, eu tenho a trilogia ’Star Wars’ em suporte quase eterno. Agora vêm a parte mais difícil: arranjar tempo disponível e suficiente para (re)ver os episódios 4, 5 e 6 de seguida. O espírito da Força vai-se sentir cá em casa!

O CASTIGO

Hoje fui ao castigo! Para quem não percebe nada disto, isto significa que fui ver o Benfica jogar no Estádio da Luz. Acreditem que não há pior castigo. A equipa parece um grupo de amigos que se reúne ao Domingo para dar pontapés numa bola; eu com o meu grupo de amigos na futebolada que fazemos às Terças-feiras, temos mais ‘cultura táctica’ (gosto desta expressão!) que todo o plantel do Benfica. Ainda tenho que ir assistir a um treino do Trapattoni para ver como é que passam o tempo. Prometo se chegarmos a ser campeões nacionais, começo a acreditar que Deus existe!
Para já, daqui a 15 dias recebemos o FC Porto, vamos lá a ver se é só castigo ou se inclui levarmos uma sova!!!

domingo, setembro 26, 2004

O ATLETA

Corre-se hoje a Meia-Maratona de Lisboa, entre a Ponte Vasco da Gama e o Parque das Nações. O que proporciona a altura ideal para contar uma história sobre esforço, dedicação e glória. Há praticamente um ano atrás, na anterior edição, quando os atletas que seguiam na cabeça da corrida se aproximavam da Avenida D. João II, aqui no Parque das Nações, para a qual o meu apartamento tem uma vista privilegiada, avisto um homem a correr isoladamente pela rua abaixo que conduz à rotunda. Por momentos fiquei espantado por pensar como seria possivel um atleta branco 'bater’ os atletas quenianos. Mas depressa desfiz as dúvidas. O rolo de fita amarela que trazia consigo, debaixo do braço, identificava-o como pertencente à organização do evento. De imediato começou a isolar todas as vias de acesso à rotunda e à avenida, que até então estavam abertas ao trânsito e a delimitar 'na hora' o percurso da corrida. A confusão causada foi indescritível. O buzinão que se seguiu só deve ter tido paralelo no da ponte sobre o Tejo à uns anos atrás. O diligente funcionário da (des)organização havia bloqueado completamente todas as vias de circulação automóvel na avenida principal e adjacentes. Alguns minutos depois, surgem então os primeiros corredores, quenianos por sinal, entre os quais estava o vencedor da corrida. Mais tarde, finalmente lá apareceu a polícia para estabelecer a ordem e a circulação do trânsito por vias alternativas de forma a não prejudicar a corrida.
Ainda hoje penso, na ‘barracada’ que teria sido se aquele ‘atleta’ branco não tivesse chegado primeiro que os quenianos!!!

sexta-feira, setembro 24, 2004

VERTIGO



Ouvi hoje na rádio “Vertigo” a primeira música retirada do novo álbum dos U2 “How To Dismantle An Atomic Bomb” (curioso nome para um album!). Excelente som! Os rapazes continuam em forma! Finalmente, a melhor banda de rock do mundo está de volta!!!

quinta-feira, setembro 23, 2004

SERVIÇO PÚBLICO, VIOLAÇÃO DO SEGREDO DE JUSTIÇA OU ADELINO SALVADO NO SEU MELHOR?

Sem malícia, roubei O link a este blog.
MUITO BOA ONDA!!!

Bem, eu hoje não acabo de alimentar este espaço. As novidades parecem cogumelos, aparecem de todo o lado. Então não é que ao consultar a nova grelha da SIC Radical para saber quando é que passam os episódios da Gallatica, dou de caras com isto. 180 dele!!!! É desta que passo a SIC Radical para a posição 1 do televisor!

QUEREM VER QUE É DESTA?

Ano após ano, nasce a esperança, alimenta-se a esperança e depois passados alguns meses, deixamo-la morrer. E assim tem sido nos últimos dez anos. Porquê? Porque o homem é um ser 90% emocional e 10% racional. Não há anda a fazer! E assim, este ano não começou de forma diferente dos anteriores. Gostava muito que fosse, mas no fundo, no fundo sei que não vai ser. Mas será assim?
Então não é que passadas três jornadas, o Benfica já tem 6 pontos de avanço sobre lagartos e dragões. Apresenta mais golos marcados e menos golos sofridos que os seus rivais. É que nem tenho na memória a última vez que isto aconteceu. Querem ver que este ano as coisas afinal vão ser diferentes? Querem ver que é desta que o Benfica é Campeão? Eu sei que ainda é cedo para os foguetes e que o “velho” não parece ter ‘forças para levar água ao moinho’, mas ... como dizia o outro “deixem-me sonhar!”

quarta-feira, setembro 22, 2004

A CULPA É DO COMPUTADOR!

Tenho vindo a acompanhar, de forma estupefacta, esta novela de incompetências e irresponsabilidades que têm sido a colocação de professores para o ano lectivo de 2004(será?)/2005. E por fim, quando já pensava que a culpa ia, mais uma vez, morrer solteira, voilá, os nossos governantes lá identificam o responsável. O culpado afinal foi o computador! De imediato foi demitido das suas funções e substituído pelo papel e lápis. Mais nada! E assim, em pleno século XXI, Portugal está de volta ao carvão!
Tudo isto lembra-me uma história passada com o meu avô, quando há uns anos atrás teve de passar uma manhã inteira ao balcão do seu banco para resolver um problema relacionado com a sua conta bancária. Após se verificar que a situação havia sido causada por erro do próprio banco, a diligente funcionária logo se desculpou afirmando que “a culpa afinal tinha sido do computador”.
Pergunta imediata do meu avô:
- Do computador ou da besta que trabalha com o computador?

segunda-feira, setembro 20, 2004

NOTAS BEDEFILAS 14



Com a publicação do álbum A Balada do Mar Salgado (volume 1), o jornal Público deu hoje inicio a mais uma excelente iniciativa que merece aqui destaque nas Notas Bedefilas.

Assim, durante as próximas dezasseis semanas, (todas as Segundas-feiras) está prometido a publicação das aventuras do marinheiro errante, sonhador e idealista Corto Maltese, uma criação do italiano Hugo Pratt. Segundo o jornal, “os álbuns deste clássico da banda desenhada mundial respeitam a edição original da série, a preto e branco, e têm capas realizadas expressamente para esta colecção”.

Sobre o autor, Hugo Pratt nasceu em 15 de Junho de 1927 em Rimini (Itália), mas foi em Veneza onde passou a sua infância e começou a sua actividade de desenhador. Em 1967, com a publicação da primeira parte de um longo romance em banda desenhada chamado de ’A Balada do Mar Salgado', deu origem ao mito de Hugo Pratt e do seu alter ego Corto Maltese, a quem durante a vida dedicou mais de mil páginas. O autor veio a falecer a 20 de Agosto de 1995.

Felizmente, esta iniciativa veio colmatar uma grave lacuna na minha colecção, uma vez que não possuo qualquer álbum deste marinheiro. Mas com a edição de hoje do primeiro álbum, verificada a sua excelente qualidade, tanto em termos de papel como de impressão, já decidi que vou ‘trabalhar’ para arranjar lugar na estante para os dezasseis álbuns da colecção.
ESTÁ QUASE A CHEGAR ...

quinta-feira, setembro 16, 2004

CABALISTICS DO IT BETTER?

Com os ecos do concerto de Segunda-Feira na cabeça, lá me dirigi (anteontem) por volta das 21.30 ao Pavilhão Atlântico, para ver a ’rainha’ ao vivo. Apesar de não ser um grande fã, tinha alguma expectativa, confesso. Afinal Madonna move milhões. Acabei por assistir a um bom espectáculo de imagens, ritmos, sons, cores e por fim...papelinhos. Pessoalmente preferia mais ter visto uma Madonna ‘provocadora’ do que uma Madonna ‘cabalística’, mas as motivações (dela) agora são outras e tudo se re-inventa. Menos bem estiveram os ecrãs laterais na sua função de mostrar a artista em palco, em todo o seu esplendor, ao pessoal que está na plateia. Faltou, também, uma maior interactividade entre a cantora e o público. Afinal a única palavra dita em português foi ... Portugal! Agora respondendo à pergunta se foi o melhor concerto a que assisti, a resposta é imediata: não! Esse lugar está reservado para os U2 em Barcelona (Palau Sant Jordi) em Agosto de 2001. Mas foi um bom concerto, que valeu o preço do bilhete. Além de mais, fica com um prémio (de consolação): o de melhor som que já ouvi no Pavilhão Atlântico. Pessoalmente, dissipei dúvidas, a Madonna é muito melhor cantora do que actriz. Express Yourself!

terça-feira, setembro 14, 2004

UM BILHETE, SÓ IDA

O treinador Trapattoni veio dizer que ficou indignado com a assobiadela que recebeu aquando da substituição do Zahovic por Paulo Almeida, no jogo frente ao Moreirense. Se calhar ninguem lhe explicou que os sócios benfiquistas estão escaldados com treinadores que só sabem jogar à defesa. Argumenta que os seus 25 anos de carreira lhe deram ‘cultura táctica’. Pena é que não tenham sido suficientes para o Benfica ganhar a Supertaça ou apurar-se para a Liga dos Campeões. Por mim, este senhor só tem um caminho a seguir: Aeroporto de Lisboa!
HOJE VOU VER ESTA SENHORA


segunda-feira, setembro 13, 2004

UM X-TESTE

Com 5-7 minutos para gastar, resolvi experimentar um destes.

A referência a uma personagem de bd, pesou na escolha. Escolhi este, para descobrir com qual dos elementos dos X-Men me identificava.

O resultado foi este:
beast
You are Beast!


You are brilliant and extremely clever. You can handle almost any problem swiftly and efficiently. You are devoted to philosophy and are always up for a good discussion. Sometimes, though, your anger gets the best of you and you upset those whom you care about.

Mais palavras para quê ? Está tudo dito!

sábado, setembro 11, 2004

O ANO DO MORCEGO



Um dos filmes que aguardo com mais entusiasmo encontra-se ainda em fase de produção, mas já têm estreia marcada para o próximo Verão. Este filme será um dos acontecimentos cinematográficos do próximo ano (o outro será Star Wars: Episode III - "Revenge of the Sith", o capítulo final da nova trilogia da "Guerra das Estrelas" de George Lucas). Portanto a minha espera promete ser bem recompensada! Para já vou falar da adaptação de um dos meus personagens preferidos em matéria de banda desenhada. Falo, obviamente, do novo filme da saga Batman: “Batman Begins”. Destas coisas que me interessam, sou um ávido consumidor de tudo que é notícia relacionada. Já se sabia que o filme reúne uma singular mistura de talentos, desde do realizador Christopher Nolan (“Memento”), passando por actores como Christian Bale, Gary Oldman, Michael Caine, Morgan Freeman, Ken Watanabe, Liam Neeson ou Katie Holmes, mas agora, através de uma conferência de imprensa, onde participaram três dos responsáveis: David Goyer (co-argumentista), Emma Thomas (um dos produtores) e Christopher Nolan (realizador e co-argumentista), ficou-se a saber que o filme não só vai abordar a origem da personagem como também os eventos que definiram a sua evolução bem como as suas motivações, contando com as influências a nível estético e narrativo retiradas das obras "Batman: Year One" de Frank Miller e "The Long Halloween” da dupla Jeph Loeb/Tim Sale (títulos de referência no mundo da banda desenhada). Refere a notícia que os breves minutos de filme exibidos, mostraram os primeiros treinos de Bruce Wayne, o vestir do fato, um breve momento de uma perseguição automobilística (bem como o interior do carro), momentos de uma luta entre o protagonista e o seu principal rival, o encontro com aquela que será o seu interesse romântico, que deixaram, segundo consta, a audiência eufórica e entusiasmada. Traduzindo tudo isto para português, o que está para ai a chegar é provavelmente o melhor filme alguma vez feito sobre o Batman. Um corte com o passado (leia-se filmes anteriores), uma fidelidade à matriz original (leia-se bd) e o regresso do cavaleiro das trevas. Numa palavra: perfeição! O ano de 2005 arrisca-se a ser conhecido com o Ano do Morcego.

quinta-feira, setembro 09, 2004

EU, RÔBADO!

Frustrado, ontem resolvi ir ao cinema. Chamo-lhe cinema last minute, ou seja, vou à sessão da meia-noite, chego em cima da hora e escolho um filme entre dois ou três que estejam para começar. Desta vez, optei por ‘Eu, Robot’ de Alex Proyas com Will Smith. Vou escolher bem as palavras, para não ferir susceptibilidades: o filme é uma ... MERDA!!! À partida, até apresentava condimentos para ser uma boa fita: um filme de ficção cientifica, a obra de Isaac Asimov como ‘pano de fundo’, e um bom trailler promocional. Mas Hollywood tem o dom de desvirtuar qualquer obra. E aqui não foi excepção. As leis da robótica de Asimov são esquecidas, junta-se um herói solitário e astuto, uma revolução de robots algo inconsequente, mais algumas cenas de muita acção incríveis, nomeadamente a perseguição automóvel e o combate final – e obtêm-se um bom filme ..... Pop-Corn, ou seja, nada de novo! Mas quem sou eu para dizer mal? Afinal o que conta são as receitas e eu paguei bilhete. Continuo sem acertar. As minhas últimas escolhas cinematográficas têm sido um autêntico desastre. Da próxima jogo pelo seguro e recorro ao mestre: ‘Terminal de Aeroporto’ de Steven Spielberg!
LAST MINUTE...

Frustração! É o meu sentimento depois de (ontem) ter perdido um leilão no site do eBay ..... por um minuto! Podia ter perdido o leilão por um cêntimo, o que já era frustrante, mas não, perdi porque cheguei um minuto atrasado, a pior das frustrações! Aquele minuto a mais na sala a ver televisão foi o mesmo minuto que me faltou na internet para comprar um lote completo de revistas de banda desenhada, a um preço irrisório, que me faltavam na colecção. Como o tempo pode ser cruel! Bastava recuar sessenta segundos e eu ganhava um leilão que ..... provavelmente me proporcionava um minuto de satisfação! Bem podem dizer que ‘mais vale um minuto na vida que a vida num minuto’ e que perante isto o leilão até nem era assim tão importante porque afinal ..... life goes on! ...Mas quem é que me tira aquelas revistas de banda desenhada da cabeça?

terça-feira, setembro 07, 2004

TRISTE SINA

Nestes dias, sempre que posso evito ver na televisão as notícias sobre a tragédia de Beslan. Não quero ignorar o que aconteceu, mas dispenso as imagens da dor dos pais, mães e filhos de Beslan. Considero que já ultrapassam o âmbito da informação, transformaram-se em exploração. Já bastou o choque que senti quando ouvi na rádio que um grupo terrorista havia tomado uma escola para fazer exigências politicas; já bastou o choque que senti quando vi as primeiras imagens das crianças em estado de choque a correrem semi-nuas pelas ruas sem qualquer apoio médico imediato; já bastou ficar arrepiado quando percebi que as autoridades russas acabariam por intervir, por via da força, para resolver a situação. Revolta-me o Homem quando consegue superar-se a si mesmo em bestialidade. Triste sina aqueles pais, mães e filhos terem nascido russos!

domingo, setembro 05, 2004

MULTIPLICAI-VOS!



Acabei de ler ’O Código Da Vinci’ de Dan Brown. Posso dizer que gostei do livro. Assenta numa narrativa bem construída sobre tabus religiosos à qual acrescenta bastante informação. Gostei particularmente da questão relacionada com a identidade da figura retratada ao lado direito de Jesus Cristo no quadro da Última Ceia. De tal forma que procurei na ‘net’ uma imagem do quadro, suficientemente grande, onde pudesse tirar as minhas conclusões (deixo aqui um link para os mais curiosos). Acho perfeitamente viável que a figura representada seja feminina e, assim sendo, porque não Maria Madalena? Sobre o livro em geral, o único senão, na minha opinião, é talvez o desfecho da história. Gostava de um final mais palpável, que proporcionasse uma outra base para discussão. Mas tudo bem, é um bom livro e dará certamente origem a um bom filme. Para mim, a maior mais-valia que fica deste romance é a polémica e discussão que originou em todo o Mundo. Não há nada como em abanar a arcaica e ultrapassada mentalidade da Igreja Católica, ao colocar em causa dogmas religiosos. Por as pessoas a pensar nas ‘verdades’ que têm sido impostas pelo Vaticano, só por si, parece-me positivo. Gostava que livros destes se multiplicassem. Com o 'acordar' das pessoas, talvez a Igreja descobrisse a sua verdadeira vocação: servir as populações em vez de se servir das populações.

terça-feira, agosto 31, 2004

POLITICA DA AVESTRUZ

Findos os Jogos e conforme tinha prometido, aqui ficam as minhas impressões sobre a nossa aventura em Atenas’2004:

O Comandante Vicente de Moura, Presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), consegue demonstrar através de contabilidades, que a participação portuguesa nos Jogos de Atenas foi a melhor de sempre! Curioso, se atendermos ao fracasso desportivo (considero um êxito desportivo ficar classificado nos primeiros oito lugares) de cerca de 85% dos nossos atletas e de que Portugal em Jogos anteriores ter ganho medalhas de ouro! A política deste responsável é, mais uma vez, “a politica da avestruz”. Não reconhe os erros cometidos com as más apostas feitas, ignora os falhanços olímpicos da selecção de futebol, da equipa de natação, dos atletas Nuno Delgado, Maia/Brenha, Fernanda Ribeiro, Naide Gomes, Carla Sacramento, Susana Feitor, José Couto ou Teresa Machado, para citar os nomes mais conhecidos da nossa delegação e agarra-se ás medalhas conquistadas e a meia dúzia de boas prestações para salvar a face. Agarra-se à medalha de Sergio Paulinho, esquecendo-se de referir que o COP andava a ponderar a possibilidade do ciclismo deixar de representar Portugal nos Jogos por 'falta de resultados'. A medalha foi uma bofetada naqueles responsáveis que no momento do pódio do nosso campeão se encontravam na praia a assistir a um jogo de voleibol; agarra-se à medalha de Francis Obikwelu esquecendo-se de referir que o atleta ponderou abandonar a modalidade e só o apoio de uma treinadora espanhola, que implicou mesmo a mudança de residência para Madrid, permitiu a obtenção dos excelentes resultados verificados; agarra-se à medalha de Rui Silva esquecendo-se de comentar as criticas que o atleta deixou no ar após a conclusão da prova e que, infelizmente para o desporto português, não foram concretizadas.

O senhor comandante considera que a participação foi um sucesso. Eu penso de maneira contrária. Considero que as medalhas obtidas foram o fruto do trabalho individual de três atletas que não chegam para tapar um má participação, reflexo talvez da incompetência do COP, de guerra de interesses nas várias modalidades, de uma má planificação desportiva e da gritante falta de condições para os nossos atletas. Não é chegada a hora de uma limpeza neste COP, porque de contabilidades criativas já estamos nós cheios? E para quando um investimento forte em jovens atletas ambiciosos com margem de progressão, tais como Vanessa Fernandes, Emanuel Silva ou Nuno Merino, de forma a evitar um novo caso ‘Bruno Mascarenhas’ – medalha de bronze pela Itália -, em detrimento daqueles 'turistas' cujos objectivos passam unicamente em cumprir o ‘sonho olímpico’, ou seja, simplesmente participarem sem quaisquer ambições de ganhar, até porque consideram que 'o trabalho está feito' com a obtenção dos mínimos olímpicos. Para quando uma politica desportiva assente na qualidade em vez da quantidade ?

Custa-me que o dinheiro destinado ao programa olímpico, proveniente dos cofres do Estado, para o qual eu contribuo principescamente com os meus impostos, encontre-se a ser mal gerido, servindo para pagar sonhos em vez de títulos, ‘tachos’ em vez de medalhas. A título de exemplo, dos dezaseis atletas de atletismo que recebem bolsas olimpicas, só três obtiveram resultados dignos de registo.

Espero que se tirem boas ilações desta nossa participação e com pessoas capazes se promova um programa ambicioso para os próximos Jogos Olímpicos em que Portugal se faça representar. Digo isto, porque há valores mais altos que se elevam, e um boicote desportivo aos JO de Pequim de 2008 era a melhor resposta que os países ditos civilizados e democráticos, entre os quais enquadro Portugal, poderiam dar à mais que absurda atribuição da organização dos Jogos Olímpicos à China. Contra a violação sistemática de direitos humanos. Contra a ocupação militar ilegal do Tibete. Contra as ‘politicas da avestruz’ do nosso Mundo.

segunda-feira, agosto 30, 2004

HARRY POTTER! bah!!

Fiz a minha terceira, e provavelmente a última, tentativa para entender o fenómeno ‘Harry Potter’. Sei bem que gostos não se discutem, mas perante o sucesso inquestionável dos filmes e dos livros, coloquei a mim mesmo a hipótese do problema ser uma … teimosia minha! Dei o beneficio da dúvida mais cinco euros e, fui ao cinema, mais uma vez, tentar apanhar a magia de Potter & Cª, desta vez com o filme “O Prisioneiro de Azkaban”. Fui de mente aberta e sem quaisquer ideias pré-concebidas que me pudessem deturpar o pensamento. Acreditem, durante duas horas e meia fiz um esforço e … não consegui! Continuo a achar que a história é básica e sem grandes desenvolvimentos, recheada de personagens vazias, tais como Ron Weasley ou Draco Malfoy. Talvez ainda houvesse algum espaço para algumas personagens evoluírem, mas os actores que as interpretam deitam tudo a perder, a começar pelo jovem Daniel Radcliffe (“Harry Potter”). Em termos de realização, considero que até houve uma melhoria em relação aos filmes anteriores, mas o problema é de fundo. Concluindo, não me cativou! Atendendo ao público-alvo a que se destina, talvez compreenda o sucesso da saga: são jovens, não pensam! Não consigo dar mais de 5 em 10!

domingo, agosto 29, 2004

MILES TO GO BEFORE I SLEEP



Acidentalmente descobri na 'net' que ainda só visitei 6% do nosso planeta, o equivalente a 14 paises. Muitas milhas ainda me faltam acumular nos meus cartões de passageiro!

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sexta-feira, agosto 27, 2004

BELEZA OLÍMPICA



Francesca Piccinini, Selecção Olímpica Italiana de Voleibol feminino
LOVE BOAT

Paro num sinal vermelho. De imediato sou abordado por um miúdo que me pede esmola. Digo que não. Não gosto de alimentar a mendicidade e a exploração. Fica-me no pensamento a imagem aquela infância perdida. Penso na polémica do aborto que irá ser despoletada no próximo fim-de-semana com a chegada do barco ‘Women on Waves’. Ciclicamente a questão do aborto é discutida na sociedade portuguesa. Acho perfeitamente normal, dado que a lei que vigora em Portugal é perfeitamente contra-natura. Sou defensor das liberdades individuais de cada um de nós, o que inclui, naturalmente, o direito de optar. Considero que a mulher tem o direito de decidir se deseja a criança ou não. Não digo isto de forma leviana, uma vez que sou um pai babado de um ‘puto’ de dezassete meses. Adoro o meu filho. A melhor sensação do mundo é ouvi-lo a dizer ‘papá’. A questão aqui é que me arrependia todos os dias, se o tivesse feito nascer o meu filho e não lhe proporcionasse amor, bem-estar, educação e condições para que possa ter um futuro risonho à sua frente. Acredito que abortar não é uma decisão fácil de tomar e também não é a melhor solução mas evitas males maiores. Prefiro pensar que esta decisão difícil é um acto de amor, porque não haverá crime maior do que deixar que a infância de uma criança se perca nos semáforos da cidade.

quarta-feira, agosto 25, 2004

MEA CULPA

Hoje estou triste! O Benfica não vai participar (mais uma vez) na Liga milionária de futebol. Perdeu no jogo decisivo e pior ainda mereceu perder. Não há desculpas, com este futebol o Benfica não vai a lado nenhum. Confesso que, há quinze dias atrás, no jogo da primeira mão, que tive oportunidade de ver no estádio, tinha ficado com a impressão que o plantel para esta época não era de grande coisa, hoje fiquei com certezas. Mas tudo isto não acontece por acaso. É o reflexo de uma má planificação desportiva. Responsável? A pior contratação dos últimos anos feita pelo clube: o senhor José Veiga. E como se não bastasse puseram-no a mandar no futebol do Benfica. Oh tristeza! Caminhamos por maus caminhos! Basta olhar para os jogadores que trouxe (Paulo Almeida, Carlitos, Karradas ou Dos Santos, a título de exemplo) e vemos que nem no Benfica B eram titulares. Outros como o caso do Ricardo Rocha (cujo o empresário é Jorge Mendes) ficam no banco. O treinador que escolheu, é vítima de idade avançada, logo falta-lhe lucidez suficiente e visão necessária para pôr o clube com altos voos. A poucos dias de começar a Superliga, percebo já que a época está perdida. Mas a culpa não é só do José Veiga, e aqui faço o meu mea culpa, é que eu votei no Luís Filipe Vieira para presidente do Benfica!!!

segunda-feira, agosto 23, 2004

BARTOON



Luis Afonso, Público, 23/08/2004

domingo, agosto 22, 2004

CIDADÃO DO MUNDO

Já falta pouco mais de meia-hora para que Francis Obikwelu nascido na Nigéria e treinado em Espanha ganhe na Grécia uma medalha para Portugal!

quarta-feira, agosto 18, 2004

FÉRIAS EM ATENAS

Já tinha prometido a mim mesmo não voltar a escrever sobre este tema aqui no blog, mas a carne é fraca. Já não bastava ontem ter ouvido o desplante dos responsáveis nacionais pela equipa olímpica de judo a afirmarem que, apesar de algumas arbitragens (aonde é que já ouvi isto?), os objectivos traçados foram alcançados (lembro que há judocas que não passaram do primeiro combate!), como hoje tive de ‘gramar’ a vergonhosa derrota da selecção de futebol frente à Costa Rica!!! Se a humildade matasse, os nossos atletas eram imortais. Pergunto se ainda não vamos a tempo de enviar um Hércules C-130 para resgatar o que falta da honra de Portugal? Já decidi que vou recolher a bandeira que tenho colocada na janela. Estes ‘turistas’ que se andam a pavonear em Atenas não merecem qualquer apoio!

Agora a sério, prometo só voltar a falar da participação portuguesa nos JO depois de ouvir o balanço feito pelos responsáveis pelo Comité Olímpico de Portugal.

segunda-feira, agosto 16, 2004

O DIÁRIO DAS LAMENTAÇÕES

Sempre que assisto à primeira parte do programa ‘Diário Olímpico' transmitido pelo Canal 1, que é dedicado à participação dos portugueses nos Jogos, vêem-me as lágrimas aos olhos, tal são as lamentações dadas pelos nossos atletas pelo ‘azar’ com que a nossa participação tem sido brindada pelos deuses gregos. Então não é que o trabalho de quatro anos têm ido pelo ar, por água abaixo ou ao tapete, conforme queiram, devido a rajadas de vento, a golpes de calor, a descargas de ansiedade, crises de nervos ou assistências ruidosas. Felizmente para os nossos atletas, o que não falta na Grécia são ilhas com belas praias banhadas por um mar de cor azul-turquesa que fazem esquecer quaisquer ‘azares’ e ajudam a levantar rapidamente o moral!

sábado, agosto 14, 2004

O TRIGO E O JOIO

Com o decorrer das provas olímpicas, começa a selecção natural dos melhores. Felizmente para Portugal, há um campeão que dá pelo nome de Sérgio Paulinho – ganhou hoje a medalha de prata na prova de ciclismo de estrada. Confesso que não estava a par das possibilidades de medalha nesta competição, até porque o meu contacto com o ciclismo resume-se ao acompanhamento televisivo da Volta à França. Dada a participação de portugueses, segui com entusiasmo a prova e perante uma surpresa desta, a alegria é redobrada. Até porque depois de ouvir a triste justificação para a participação ‘assombrada’ (nas palavras do próprio) de José Couto na natação e assistir à derrota da dupla Maia/Brenha no voleibol de praia, esta medalha de prata sabe a ouro!

sexta-feira, agosto 13, 2004

ESPÍRITO OLÍMPICO



Começaram os Jogos! Portugal lá voltou a enviar uma numerosa comitiva de atletas para …… participar! É que entre 80 atletas, contam-se um ou dois candidatos a medalhas, alguns aspirantes a ficar nos 20 primeiros, bastantes turistas e meia-dúzia de lesionados. Assim, a ambição de ganhar medalhas ficou, mais uma vez, em Portugal. O discurso oficial também não ajuda: “não se exige medalhas mas o que vier à rede é peixe”. Curioso é sempre assistir que na hora do regresso, a haver heróis eles são apenas os medalhados. Dos restantes não lembra a História. Desde da primeira participação portuguesa em 1920 nos JO de Antuérpia até hoje, Portugal ganhou um total de 17 medalhas, sendo 3 de ouro, 4 de prata e 10 de bronze. Estava a contar que nestes Jogos, Portugal conseguisse mais umas duas medalhas para juntar a este pecúlio, mas depois de ver hoje a participação da nossa selecção olímpica de futebol no jogo frente à poderosíssima selecção do …… Iraque (sim esse pais semi-destruido que ainda se encontra em guerra) a minha única esperança numa medalha olímpica reside no ‘nosso’ Francis Obikwelu! Vendo bem e contas bem feitas, e esta medalha só conta em 50%!!!. E assim, mais uma vez, Portugal cumpre com o espírito olímpico!

segunda-feira, agosto 09, 2004

NOTAS BEDEFILAS 13



XIII aliás Jason Mullway, Jason Mac Lane, Jason Fly, Seamus O'Neil, Kelly Brian, Alan Smith, Jake Shelton, Steve Rowland, Ross Tanner, Jed Olsen, John Fleming, Hugh Mitchell, Karl Meredith, Reginald Wesson e "El Cascador” são as identidades de um herói amnésico e misterioso dotado de qualidades atléticas impressionantes que o desenhador William Vance e o argumentista Jean Van Hamme têm desenvolvido, de forma espectacular devo acrescentar, desde do início da sua publicação em 7 de Junho de 1984 na revista "Spirou”.

O fio condutor desta banda desenhada é a longa e intrincada diligência do herói para pesquisar o seu passado e reencontrar sua identidade pessoal, uma vez que perdeu totalmente a memória. Conhecido por Treze devido a uma tatuagem em numeração romana no pescoço (XIII), terá aparentemente pertencido a um departamento ultra-secreto de um serviço de contra-espionagem. É essa circunstância que explica a feroz perseguição de que é alvo por parte de múltiplas instâncias de poder, tanto civis como militares.

A excelente narrativa das histórias aliada à notável galeria de personagens que se cruzam na vida do herói, traduzem-se numa obra de excelente qualidade reconhecida, onde na sua edição original, em Francês, a colecção já atingiu os 16 álbuns publicados. A apresentação deste herói nas notas bedefilas vem a propósito da edição (finalmente!) em português, depois de longos anos de interrupção, de mais dois álbuns de XIII – o oitavo (“Treze contra Um”) e o nono (“Por Maria”). Todos os anteriores álbuns já se encontram publicados pela Editora Meribérica. Está feita a apresentação e o convite para conhecerem uma das melhores colecções de momento da banda desenhada franco-belga.

sábado, agosto 07, 2004

FAHRENHEIT 9/11

Já estava preparado para o que me esperava, quando fui ver o filme polémico de Michael Moore alias manifesto anti-Bush em película cinematográfica de Michael Moore. Durante duas horas lá assisti a um conjunto de imagens montadas no sentido de nos contar a inaptidão de George Bush para o cargo de Presidente do EUA, as relações perigosas da família e amigos de Bush com a família real saudita, os negócios por detrás da guerra e do petróleo, a mãe militarista que quando recebe a notícia da morte do filho em combate passa a pacifista, a entrevista com a loira (Britney Spears) defensora de Bush, etc, etc. É um facto que qualquer pessoa devidamente informada sabe que o actual Presidente do EUA é um completo idiota, pelo que resumindo a única novidade neste filme, são mesmo as imagens com situações cómicas protagonizadas por George Bush. A visão redutora e manipuladora dos factos apresentada por Michael Moore em Fahrenheit 9/11 não trazem qualquer mais-valia pelo que a atribuição da Palma de Ouro do Festival de Cannes a Michael Moore, mesmo atendendo ao forte sentimento anti-Bush existente na Europa, revela-se agora um autêntico exagero.

Importante reter é mesmo a preocupação em pensar que quando um americano, de forma consciente ou inconsciente, deposita o seu voto numa eleição presidencial, está automaticamente a influenciar o modo de vida de milhões de pessoas em todo o mundo, no presente e no futuro.

Quanto ao filme, pelo exposto, não consigo atribuir mais de 4 numa escala de 1 a 10.

DIA DE CLUBE

Hoje foi dia de Clube. Traduzindo: comecei a preparar a época futebolística que se avizinha. Mais uma vez, a fé encontra-se em alta. Intimamente, penso que este ano é que vai ser. Acto consequente? Fui ao Estádio da Luz pagar as quotas em atraso e comprar o bilhete para o próximo jogo da (pré) Liga dos Campeões (já na Terça) e o bilhete de época para a SuperLiga. Para não variar, aconteceu-me o que sempre me acontece quando vou ao Estádio tratar de assuntos burocráticos. Venho de lá f***** pela desorganização do Clube. Desta vez descobri que o sistema informático que gere a venda de bilhetes não se encontra ligado em rede, ou seja, cada bilheteira funciona como um posto de venda autónomo, ou seja, eu como sócio, não consigo comprar para um lugar à minha escolha no Estádio. Estou limitado aos lugares que aquela bilheteira tem para vender. Para não me chatear mais, sou ‘obrigado’ a comprar para um sector que não queria. Gastam uma fortuna em informatizar as bilheteiras, mas não têm o sistema ligado em rede. Também não é possível o pagamento via Multibanco nem existe qualquer caixa automática em redor do estádio. Chego à conclusão que isto de ser benfiquista só pode ser um acto irracional, uma questão de coração. Felizmente que as Direcções mudam mas o Clube permanece.

terça-feira, agosto 03, 2004

O CÓDIGO DA VINCI

Estas férias serviram também para retomar um velho hábito, infelizmente, perdido, mas não esquecido, de leitura de livros. Resolvi comprar o best-seller ‘O Código Da Vinci' de Dan Brown. Foi um tiro no escuro, queria um livro para as férias e escolhi um que apresentava na capa a reprodução de uma das pinturas mais famosas do mundo, a Mona Lisa. Apesar de ainda não ter concluído a leitura do livro, posso afirmar que a escolha que fiz, apesar de aleatória, foi feliz. O romance tem prendido toda a minha atenção, não só pelo desenrolar da história em si, que começa com a morte do conservador do museu do Louvre, que relaciona o pagão com o religioso, que fala sobre códigos e sociedades secretas e que envolve a obra de Leonardo da Vinci com a Igreja Católica Romana e com a Opus Dei. Tomando como certos alguns pormenores revelados pelo autor do livro, resolvi efectuar uma pesquisa na Internet com o título da obra. Das várias referências que encontrei, houve algumas que chamaram a minha atenção pelo facto de provirem da mesma fonte (link). Dada a importância em desvalorizar dada por estes senhores a um simples romance e a polémica que já se instalou nos paises onde o livro foi publicado, confesso que estou curioso para ler o final da história. Assim que concluir a leitura, aqui voltarei para escrever as minhas impressões.

AGOSTO

Acabei de regressar de umas regeneradoras e relaxantes férias repartidas entre as praias da costa alentejana e da costa algarvia. Foram tão relaxantes, que o único momento de alguma emoção foi os 5 minutos em que fiquei preso no elevador do hotel. Correu tudo tão bem, que até o final das férias coincidiu com o início do mês de Agosto. É que por esta altura do ano, verifica-se um fenómeno engraçado: a densidade populacional do Algarve cresce na inversa proporção do nível de civismo dos seus veraneantes. Felizmente que já estou em Lisboa. É provavelmente (passe a publicidade) a melhor mês do ano para se trabalhar na capital.

domingo, julho 25, 2004

ESTADO EM QUE SE ENCONTRA O AUTOR DESTE BLOG:

a banhos numa praia da costa alentejana.
NOTAS BEDEFILAS 12

Obviamente, fui ao cinema ver o último do Homem-Aranha (Spider Man 2, no original). É uma das minhas personagens preferidas em BD e agora, pela mão de Sam Raimi, é uma das minhas personagens preferidas em cinema. Dado que o primeiro filme havia superado as expectativas (as minhas) contava agora que o segundo se mantivesse, no mínimo, no mesmo nível. Em jeito de antecipação, digo já que achei o filme excelente! Porventura, até melhor que o seu antecessor. A personagem do Doc Ock (interpretada por Alfred Molina), que apareceu pela primeira vez no n.º 3 da Amazing Spider Man, entra desde já para a galeria dos melhores vilões do cinema. Importante neste filme é também o respeito pelo espírito da obra em Banda Desenhada – o n.º 50 da Amazing Spider Man serve de fundo à história - com uma ou outra alteração, mas pouco relevantes. Acho que falta só um bocado mais de humor no Homem-Aranha. Excelente também a introdução de dois personagens, que virão a tornar-se inimigos do Homem-Aranha, se calhar já no próximo filme: o Dr. Curt Connors (Lagarto) e o filho de JJ Jameson (Man-Wolf). Excelentes efeitos especiais e deliciosos pormenores na história, fazem deste Homem-Aranha 2 uma boa ‘onda’ neste Verão. Servirá porventura para cativar novos leitores para as aventuras deste herói. De zero a dez, atribuo um oito.

PENSEI QUE FOSSE PIOR

Resolvi fazer aqui um teste e o resultado foi este:

6.25 %

My weblog owns 6.25 % of me.
Does your weblog own you?


Agora vou de férias com a pessoa que domina os restantes 93,75%: o meu 'puto' de 16 meses!
 

quinta-feira, julho 22, 2004

NOTAS BEDEFILAS 11

Boas novas! Hoje tive a agradável surpresa de descobrir que o Jornal de Noticias juntamente com a Editora Devir, deu inicio a (mais) uma publicação de uma colecção de 20 revistas de BD, desta vez, a colecção ULTIMATE HOMEM-ARANHA. A linha ULTIMATE (Marvel) explora um novo universo dos super-herois, actualizando as suas origens para os dias d hoje. Esta nova colecção dá-nos a conhecer o início das aventuras do Homem-Aranha em pleno século XXI. Eu que já conheço as aventuras pelas edições americanas recomendo: a não perder !

24 SOBRE 24

Fielmente todas as Quartas-Feiras, às 22:30, estou ligado no canal :2. É actualmente o meu único hábito televisivo. O motivo? ‘24’. Sem dúvida, a melhor série televisiva de momento. Já aqui tinha falado sobre esta série aquando da transmissão dos episódios da 1ª temporada. Vai agora na 2ª temporada. O único problema continua a ser transmissão semanal. É que em cada episódio, uma situação resolvida, desencadeia duas novas situações, e lá fico eu uma semana à espera para ver como é que a ‘coisa’ acaba. Parece uma droga, por cada dose de ‘24’ que consumo, fico necessitado de nova dose de ‘24’. Estou aqui, estou a encomendar a série completa em dvd para acabar com esta minha tele-dependência!

quarta-feira, julho 21, 2004

MENOS MIL PALAVRAS

Com tantas alterações no programa, era inevitável. Quando muito se mexe, pior fica. O Blogger, programa que utilizo, para escrever estas pequenas crónicas, decidiu introduzir (mais) umas modificações. Mas desta vez, os resultados foram desastrosos, pelo menos para mim como utilizador. Agora não consigo publicar imagens. Como não domino muito a linguagem html, não tenho volta a dar-lhe. As experiências que fiz resultaram num apagão do template do blog. Já nem me atrevo a tentar outra vez, dado o risco em apagar o próprio … blog!!! Portanto, algumas crónicas, de agora em diante, terão menos mil palavras, ou seja, serão desprovidas de qualquer imagem. Pelo menos até às proximas modificações.


sábado, julho 17, 2004

UM SINAL POSITIVO
 
Pedro Santana Lopes acaba de apresentar os nomes do seu Governo. Uma nota positiva, destaco desde já: o adeus a Manuela Ferreira Leite. Não faz falta nem deixa saudades! O seu sucessor, Bagão Felix, parece-me uma pessoa capaz  de fazer reformas onde as pessoas aparecem à frente dos números. Não começou mal! 

sexta-feira, julho 16, 2004

A VITÓRIA DA PUBLICIDADE
 
Após ter-me tornado especialista em zapping, onde raramente via mais de 30 segundos de anúncios televisivos, sou agora ‘obrigado’ não só a procura-los nos canais da televisão bem como os gravo em vídeo. O motivo? O meu filho de dezasseis meses. Só almoça e janta a ver anúncios. Está estabelecida cá em casa uma nova ordem no horário nobre da televisão. A sessão é preenchida com anúncios e nos intervalos lá vejo alguns segundos de noticiário. Alegrai-vos publicitários de todo o mundo. Venceram! 

terça-feira, julho 13, 2004

A CAMINHO DA PERFEIÇÃO

Estou quase, quase a entrar de férias! Vêm isto a propósito de uma conversa que tive no outro dia com os meus colegas de trabalho sobre ‘realização profissional’. Tudo começou quando afirmei que o trabalho não me realiza. Não me interpretem mal. Não me sentia realizado nem que tivesse o melhor emprego do mundo, seja ele qual fosse. Costumo dizer que trabalho por obrigação, o que não anda muito longe da verdade. Acho difícil encontrar motivação e realização em regras, rotinas, obrigações ou responsabilidades. Da conversa depreendi que nem todos gostavam de receber um ordenado para ficar em casa. Para mim era um ideal de vida. Acredito que no futuro nas sociedades perfeitas, o homem não trabalha. Tenho sempre presente as palavras do Prof. Agostinho da Silva, que dizia “que o homem não nasceu para trabalhar, nasceu para criar”. Ele estava perto da verdade. Felizmente para mim, a altura do ano em que o meu ideal de vida mais se aproxima da perfeição está quase a chegar. Estou quase a entrar de férias!

sábado, julho 10, 2004

UM ANO DEPOIS

A escrever, a escrever e já passou um ano desde que abri esta ‘janela para o mundo’. Comecei, chamando-lhe “admirável mundo novo” porque era disso mesmo que se tratava, de uma nova forma de comunicação que eu ainda não havia experimentado. Certo que assume mais a forma de monologo do que de dialogo, mas a escrita sempre foi um acto egoísta. Um ano depois, faço um balanço bastante positivo. Primeiro, porque desenvolvi em mim o gosto de escrever; segundo porque me surpreendi com a minha auto-disciplina, numa base regular, em aqui deixar impressões sobre o mundo que me rodeia; e por último, continuo hoje, com a mesma vontade escrever com que estava há um ano atrás. O meu agradecimento a todos os que tiveram, têm e terão a paciência de ler o que para aqui escrevo.
ORDEM NA BARRACA

Confesso que nunca esperei muito do ‘nosso’ Presidente, mas hoje subiu 5 pontos na minha consideração. Contra quase tudo e quase todos, pôs ‘ordem na barraca’. Não há eleições antecipadas. O Ferro Rodrigues, que na minha opinião pessoal se revelava um erro de casting do PS, aproveitou uma tradição iniciada pelo seu antecessor, ou seja, à primeira adversidade fugiu. Sorte para o PS, fortuna para o país; o Francisco Louçã, muita parra pouca uva, que já contava com um lugar ao sol, vai continuar assim a ‘penar’ mais dois anos, talvez a tocar campainhas de porta em porta; quanto ao Carlos Carvalhas, esse morto-vivo da política portuguesa, não acredito que o seu partido, eleitoralmente falando, ainda exista daqui a dois anos. Olhando agora em frente, espero que o Pais dê atenção a temas sérios. A propósito quando é que começa a Superliga?

sexta-feira, julho 09, 2004

O MENOR DOS MALES

Passada a febre do Europeu, acordo, infelizmente, para o Portugal real. As sanguessugas da democracia, leia-se partidos políticos, andam numa actividade intensa: ‘cozinham’ o senhor que se segue. Tanto circo para uma decisão que acredito já estar tomada. O Governo mantêm-se em funções com novas caras. Felizmente, porque em caso de eleições antecipadas, a fazer fé numa repetição do resultado das últimas eleições (europeias), prefiro sempre o menor dos males, ou seja, prefiro dar o benefício da dúvida a um Santana do que ser governado por um Ferro.

segunda-feira, julho 05, 2004

CHOCOLATE AMARGO

Não sou de festejar vitórias morais. Medalhas de consolação nada valem. A verdade é que perdemos em campo e o sonho acabou. Podem agora desviar as atenções da nossa derrota com a Grécia com argumentos que Portugal é vice-campeão, que organizou o melhor torneio de sempre, que o Europeu foi um excelente cartão de visita para quem não nos conhecia, que o Pais ficou mais unido, que cada português passou a ter uma bandeira nacional em casa, que ficamos com 10 estádios novos e por ai fora. Mas para mim, vitórias destas são como o chocolate amargo. É chocolate ... mas deixa um sabor amargo na boca!

domingo, julho 04, 2004

PORTUGAL OLÉ OLÉ ...



Portugal olé olé, Portugal olé, olé! Dia de finalíssima. Hoje defrontamos os ‘protegidos’ dos deuses gregos. Pacifico, o mérito da nossa vitória mede-se pela grandeza dos nossos adversários. Se houver intervenção divina será uma luta desigual, mas é em jogos assim que se entra para a História. O dia de hoje será recordado como o dia em que nossos rapazes venceram os deuses e obtiveram a imortalidade. Se o dia é de festa, a noite é de loucura. Eu pelo sim pelo não, avisei logo que em caso de vitória da nossa selecção, amanha não ia trabalhar. Tragam a taça, rapazes!
Portugal olé olé, Portugal olé, olé!

sábado, julho 03, 2004

OBRIGADO RUI!



Acabo de ouvir com alguma emoção o Rui Costa a anunciar que o jogo de amanha será o seu último com a camisola da Selecção Nacional. A sua classe como jogador e a sua humildade com pessoa, para mim, garantem-lhe um lugar na galeria de heróis nacionais. Acompanho-o e admiro-o desde da final do Mundial de Juniores em 1991, no Estádio da Luz, onde marcou o penalty da vitória, até ao último jogo em que o vi ao vivo, com a Inglaterra, onde 'selou' a sua classe com um grande golo. Guardarei na memória a sua visão de jogo e a beleza dos seus golos. Apesar de compreender que o seu adeus amanha numa final do Europeu num Estádio da Luz cheio de portugueses será uma 'saida em grande', conservo a secreta a esperança que reconsidere e ajude Portugal na qualificação para o Mundial de 2006. Se tal não acontecer, fico na expectativa que o AC Milão cruze com o Benfica em jogos europeus, para que eu possa continuar um adepto privilegiado do seu futebol.
Por tudo, Obrigado Rui!

sexta-feira, julho 02, 2004

DE REGRESSO

Depois de umas semanas de grandes esforços, o disco rígido do meu computador não resistiu. Disco morto, disco posto. A emissão segue dentro de momentos...

sábado, junho 26, 2004

OBRA DE ARTE

E o golão que ‘gelou’ os ingleses? Na minha ‘suspeita’ opinião, o golo do Rui Costa é simplesmente melhor golo do Europeu!
O MELHOR ESPECTÁCULO DO MUNDO

How!!!! Impróprio para cardíacos, o jogo de ontem entre Portugal e a Inglaterra. Não me recordo de alguma vez ter sofrido ou festejado tanto durante um jogo de futebol. Nem nos jogos do Glorioso. Acresce o facto do meu bilhete para o jogo me ter colocado numa ilha de portugueses no meio de um mar de ingleses. Mas tudo correu pelo melhor. Os ingleses (a maioria) são incríveis na sua maneira de estar no futebol. A confraternização e o convívio foram 5 estrelas. Mas a vitória de Portugal provocou-me uma tal euforia, que a festa dentro do estádio não chegou. Ainda fui festejar com um grupo de amigos para Portugália do Cais do Sodré. O ambiente estava indescritível. Quando cheguei a casa, ainda estava eléctrico. Afinal, tinha acabado de assistir ao vivo ao melhor espéctaculo do mundo! Descubro que estou ‘viciado’ no Europeu de Futebol. Quero ver jogos, quero estar em festa, quero o contacto das outras pessoas, quero ouvir o palpitar dos corações, quero absorver a energia que paira no ar. Já decidi que os próximos dois jogos da ‘nossa’ selecção são para sofrer e festejar em conjunto com outros milhares de portugueses no fanpark do Parque das Nações. WE LOVE FOOTBALL!

quinta-feira, junho 24, 2004

O RITUAL

Estou de saída para o Estádio da Luz, para um fim de dia que espero de emoções fortes e muita alegria. Visto a mesmas calças (azuis), a mesma camisola (do Benfica) e ponho o mesmo cachecol (de Portugal) que usei nos jogos contra a Rússia e contra a Espanha. Face aos resultados obtidos pela selecção portuguesa nestes dois jogos, fiquei preso a este ritual. Nem me atrevo a quebra-lo. Não sou supersticioso e nem acredito em bruxas ... pero que las hay, las hay ...
O BANQUETE

A propósito do jogo com a Inglaterra de hoje, veio-me à memória as imagens do jogo do Mundial de 1966, em que Portugal foi eliminado nas meias-finais, frente a esta mesma Inglaterra, mas de uma forma injusta e segundo conta, com umas manobras de bastidores por parte dos ingleses. Assim, parece-me encontrado o sítio ideal para acertar contas com a história e com os ingleses: Lisboa, 24/06/2004, Estádio da Luz, 19:45. Depois da Espanha ter sido servido de aperitivo, seguem-se agora uns ‘bifes’ para o prato principal. Só espero que os deuses da bola, nos permitam continuar a deliciar-nos com este banquete, é que no meu menu, ainda a faltar para a sobremesa uma tal de ... selecção francesa.

quarta-feira, junho 23, 2004

NOVA EUROPA

Alguns resultados deste Europeu de Futebol só causam admiração a quem não tenha assistido aos jogos. Eu confesso que vibrei com a vitória dos checos frente aos holandeses e com o empate dos suecos face aos italianos e hoje, frente aos dinamarqueses. Estou encantado pela qualidade do futebol praticado pela Republica Checa e pela Suécia. Estas duas selecções, juntamente com Portugal, apresentam-se actualmente, para mim, como as principais favoritas para a vitória no torneio. O aparecimento destes novos países na alta-roda do futebol europeu representa uma lufada de ar fresco num desporto em que os actuais expoentes tinham transformado num jogo fechado, muito defensivo, extremamente táctico, em que por vezes a acção individual de um jogador se sobrepunha ao jogo colectivo. A eliminação das selecções espanhola, italiana e provavelmente alemã aliada às fracas exibições da França e Holanda, representam felizmente, o aparecimento de uma nova Europa, que privilegia o futebol espectáculo, que consegue dar aos adeptos aquilo que mais desejam: golos. A jogarmos da forma como jogamos contra a Espanha, acredito que a selecção portuguesa venha a ter um lugar de destaque neste novo ciclo que agora se inicia.

segunda-feira, junho 21, 2004

SERÁ QUE SE PODE PEDIR A TAÇA?

Ainda a viver as emoções que sobraram da noite de festa de ontem, escrevo está crónica com receio de não conseguir traduzir por palavras o orgulho que me vai na alma. Os nossos rapazes honraram a nossa história e estiveram à altura das expectativas de um povo. Assim vale a pena sofrer! Não queria destacar em particular nenhum jogador da nossa selecção, sob pena de ser injusto com os outros, mas há um dado adquirido, aquela primeira substituição do Scolari, foi de uma grande visão! Agora, que o mais difícil está feito, desconfio que o nosso limite é o Céu! Já conto as horas para o próximo jogo!

domingo, junho 20, 2004

ALJUBARROTA



Há dias reservados para ficarem na História. O de hoje devido ao jogo entre Portugal e Espanha é um deles. Por tudo. Por hoje se jogar um jogo decisivo para as duas selecções, por este jogo se realizar no ‘nosso’ Europeu, por ser contra a Espanha! Seja num campo de batalha ou num campo de futebol, hoje é mais um dia em que teremos de estar à altura da herança dos nossos egrégios avós, e mandar, mais uma vez, os espanhóis para casa! Que o espírito de Aljubarrota prevaleça sobre o Estádio Alvalade XXI e ajude os nossos rapazes!!! E que no final:

Desfralda a invicta bandeira
à luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
"Portugal não pereceu."

sábado, junho 19, 2004

FORÇA PORTUGAL!

Na véspera do grande jogo, decidi aumentar o meu apoio a Portugal. Comprei uma bandeira maior para pendurar na janela. Confesso que perante a oferta existente, fui pouco patriótico. Entre uma bandeira nacional ‘made in Portugal’ a 7 euros e uma bandeira nacional ‘made in China’ com pagodes chineses em vez de castelos lusos a um euro, optei por esta última. Serve-me de desculpa, que preferi contribuir para causa social de apoio a crianças via Fundação Luís Figo do que encher os bolsos de algum empresário ganacioso. No entanto, esta compra também tem um duplo objectivo: para além de reforçar o meu apoio à Selecção, espero contribuir para que os números das vendas associados a esta iniciativa sirvam de forte motivação para o ‘nosso’ número sete no jogo de amanhã. Força Portugal!
EUROS

Mais um autor que se deixou seduzir pelos encantos dos euros. É humano. Desta vez, em vez de publicar um livro ou assinar artigos em jornais, optou por vender o blogue. Mais eficiente. A minha lista de Suspeitos é que começa a diminuir consideravelmente. Começo a desconfiar que o caminho mais rápido para a riqueza é mesmo continuar a ‘postar’!
RENOVAÇÃO

Para quem assistiu ao último jogo de Portugal frente à Rússia, teve a oportunidade de presenciar o fim da chamada ‘geração de ouro’. Para mim, este ciclo já se tinha fechado com a inqualificável prestação no Mundial da Coreia, mas outros há que pensam de maneira diferente. Dos ainda três sobreviventes na Selecção, Fernando Couto, Rui Costa e Figo, só este último foi titular, e mesmo assim, meteu pena vê-lo arrastar-se pelo campo, sem força nem vontade. A sua substituição, mais que merecida, marcou a entrada de uma nova geração, que desejamos nos traga mais alegrias do que a anterior. Nomes como Moreira, Ricardo Carvalho, Miguel, Deco e Cristiano Ronaldo são o rosto da renovação que se impõem. Por mim, só vou lamentar a ausência do ‘maestro’ Rui Costa, porque é um jogador que gosto de ver jogar e um dos que mais admiro, já desde dos tempos do Benfica. Tenho ainda esperança, que o guardem até ao Mundial de 2006, para os últimos 30 minutos de cada jogo, porque como se viu na excelente jogada do segundo golo de Portugal, quem sabe nunca esquece!

quarta-feira, junho 16, 2004

DIA DE FINAL

Vai ser assim até terminar a participação da selecção nacional no Europeu de Futebol. Todos os jogos são finais. Nada a que os portugueses não estivessem habituados, pelo que não via razão para agora ser diferente. Hoje contra a selecção russa temos duas opções: ou ganhamos ou ganhamos! Não há volta a dar-lhe. E mesmo que ganhem, ainda não é desta que passam a bestiais! Porque a vitória de hoje fica por conta da derrota de Sábado. Contas são contas, e contas é mesmo connosco!

domingo, junho 13, 2004

O DIA SEGUINTE

Senti-me traído. Não existe pior sentimento que este. Foi o que senti no dia de ontem. Um misto de desilusão e a frustração. Hoje, depois de uma noite de sono, resolvo escrever sobre a minha ida à cidade do Porto. Talvez seja uma forma de terapia. Começo por falar do estádio do Dragão. Achei um estádio simpático, com uma bonita arquitectura, que proporciona uma sensação de espaço e liberdade, mas bem longe da imponência do Estádio da Luz. Gostei da cerimónia de abertura do Euro, a lembrar outros tempos em que Portugal era dono e senhor do Mundo. Depois não gostei do jogo a que assisti. Fiquei com a sensação que os nossos jogadores andaram a treinar durante o estágio com bolas ..... quadradas!!! Com exibições destas, penso mesmo que era um direito que devia assistir a todos os portugueses o de poderem processar a selecção nacional por danos morais e expectativas frustradas! Salvou-se desta viagem ao Norte, a hospitalidade e amizade de um casal que conheci durante as minhas férias em Porto Santo e excelente francesinha que jantamos em Santa Maria da Feira. Quanto ao Euro, vou tentar manter a minha fé para o jogo na Quarta, isto se não cair na tentação de vender o meu bilhete no mercado negro a algum Abramovich que por ai ande. É que se neste Europeu nem as vitórias são morais ao menos que sejam financeiras!

sábado, junho 12, 2004

OS NOSSOS SÍMBOLOS



Lembro-me que durante a minha estada na Amesterdão aquando do Euro’00, fiquei impressionado com a devoção dos holandeses à sua selecção nacional de futebol. Nos dias em que a Holanda jogava, a cidade e os seus habitantes ‘vestiam-se’ de um laranja vivo, criando assim uma corrente de alegria e festa que a todos contagiava. Não deixei de reparar com a auto-estima dos holandeses estava ‘em alta’ nestes dias. Daqui a umas horas começa o ‘nosso’ Euro’04. Também eu aceitei o convite do Scolari para pendurar uma bandeira nacional na janela. Faz bem à alma de um povo a elevação dos seus símbolos nacionais. Por isso Figo, Rui Costa & Cª. levem-nos ao céu.

sexta-feira, junho 11, 2004

TEMPOS DE MUDANÇA

Há dias assim. Acordamos, olhamos para as coisas e decidimos que chegou a altura de renovar. Resolvi proceder a algumas alterações aqui no blog. Vou torna-lo mais pessoal. Hoje começei pela apresentação. Adoptei a côr preta, uma das minhas preferidas. Outras modificações se seguirão. Tenho várias ideias, tenho é que arranjar tempo e paciência, cumulativamente.

quarta-feira, junho 09, 2004

EM CONTAGEM DECRESCENTE

Começo a ficar ansioso. Suspeito que já integrei a ‘onda’ da ‘nossa selecção’. OK confesso entrei em estágio para o Europeu de Futebol. Durante os próximos 25 dias nada mais interessa para além do futebol. Estou-me a borrifar para as eleições europeias, para o túnel do Marquês, para a subida das taxas de juro, para a situação no Iraque ou para as presidenciais americanas. Vou viver e respirar futebol. Há quatro anos atrás tive a oportunidade da acompanhar a campanha (1ª fase) de Portugal em terras holandesas no Euro’00. O ambiente vivido foi fantástico! Amesterdão tornou-se imediatamente uma das minhas cidades preferidas. Nos próximos 25 dias, espero repetir a experiência. A diferença é que Lisboa, já é para mim um local de eleição! No Euro’04 começo por jogar Sábado no estádio do Dragão. Tive a sorte de ter sido contemplado com rectângulos mágicos para dois jogos de Portugal na 1ª fase e mais os dois quartos realizados em Lisboa. Se a lógica prevalecer, para além de ver três jogos de Portugal, tenho o bónus de ainda ver jogar as selecções de França e Inglaterra. Fica aquém do desejado, mas posso-me dar por satisfeito. A contagem decrescente para a festa já começou ...

domingo, junho 06, 2004

A MENINA CANTA?



Movido pela curiosidade, assisti ontem à transmissão ao não-concerto da Britney Spears via SIC Radical. Isto porque, muito sinceramente, a única coisa boa que vi foi o corpinho da moça, porque tudo o resto foi de uma “pobreza franciscana”. O cenário, o ritmo, as coreografias, quiçá, a própria música foi tudo muito mau. A completar o desastre, um “playback” muito mal interpretado, dos piores a que já assisti. Nem nas festas de aldeia, se faz pior. Não sei se “in loco” deu para reparar, mas via televisão, não enganava ninguém. Não duvido que uma boa imagem vale milhões, mas fica-me a dúvida, não terá um cantor que saber cantar? Porque no caso da Britney, se tirarmos a imagem, pergunto o que restará?