sexta-feira, julho 08, 2005

LONDRES

Viveu em menos de vinte e quatro horas sentimentos extremos. Ontem, a 'subida aos céus' com a noticia da atribuição da organização dos Jogos Olímpicos de 2012; hoje, a 'descida aos infernos' com os actos cobardes dos atentados no metro da cidade. Não resisto a transcrever aqui um excerto da entrevista “O terror é a linguagem do século XXI” que a Rua da Judiaria publica no post intitulado ‘O Terror em Londres’, para que possamos tentar perceber a merda de que é feita esta gente que atenta contra a nossa civilização.
(...)
P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
P. Mas havia muçulmanos entre as vítimas?
R. Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: “Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".
(...)
Haverá dialogo possível com esta gente?
BATMAN - O INÍCIO

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Sendo a personagem de Batman um dos meus heróis preferidos (a par do Homem-Aranha) esperava com elevada expectativa este seu relançamento no cinema. Lembro-me sempre como as anteriores adaptações tinham-me deixado a beira do desespero. Excepção talvez ao primeiro de Tim Burton, mas a verdade é que, por opção, nenhum dos anteriores filmes faz parte da minha videoteca. Quanto a “Batman – O Inicio”, confesso que fiquei bastante satisfeito com o resultado final. A origem de Batman está, finalmente, devidamente reproduzida e no filme há espaço para o lado humano da personagem. È importante perceber que Batman é um herói sem super-poderes. Considero que a mais-valia do filme revela-se no argumento e na realização, dado que tornam credível todo o processo de desenvolvimento da personagem. Christian Bale está perfeito. Para quem o tivesse visto em Equilibrium, perceberia logo que a sua escolha para o papel de Bruce Wayne/Batman tinha sido acertada. O restante elenco/personagens estão á altura do filme, com excepção para Katie Holmes (Rachel Dawes). É sem dúvida o elo mais fraco. Pouco convincente na sua interpretação e depois não gostei da parte da revelação da identidade. Não havia necessidade. Penalizo em um ponto. Mas o futuro é risonho. Aguardemos então com ‘água na boca’ os próximos desenvolvimentos, leia-se sequelas. Ao que parece Joker é o senhor que se segue. O passado cinematográfico de Batman fica, felizmente e definitivamente, enterrado com este “Batman Begins”. Classifico este Inicio com 9/10.

terça-feira, julho 05, 2005

CARO MIGUEL

Mordes a mão que te alimenta? Esqueces-te do clube que te lançou para a ‘alta roda‘ do futebol mundial, que te permite ter hoje clubes espanhóis ou italianos atrás do teu concurso? Algum dia poderias aspirar a ser Campeão e jogador da Selecção Nacional se ainda jogasses no Estrela da Amadora? Como podes tratar assim uma massa associativa que sempre te acarinhou?

Percebo que carne é fraca e que os euros estrangeiros brilhem mais que os euros portugueses, mas fala com aqueles que já viveram o ‘sonho’ de jogar no estrangeiro, o Simão Sabrosa ou o Nuno Gomes, e talvez percebas que nem tudo que reluz é ouro!

Andar desorientado é humano, mas pensa nos teus e aconselha-te junto daqueles que te querem bem e não junto de tradutores ou advogados de 3ª categoria que só vivem porque respiram um anti-benfiquismo primário por todos os poros e ganham dinheiro à conta do teu talento e do mal do Benfica. A esses sanguessugas manda-os trabalhar!

Caro Miguel, arrepia caminho enquanto é tempo, muda de empresário, pede desculpa à massa associativa e regressa à tua casa que é o Benfica. Cá te esperamos!

Saudações Benfiquistas

segunda-feira, julho 04, 2005

FOTOGRAFIA DO DIA

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(www.deepimpact.jpl.nasa.gov)

domingo, julho 03, 2005

LIVE, INTERRUPTED

Hoje, na medida do possível, tentei acompanhar via televisão a iniciativa LIVE 8. Digo tentei, porque o serviço público (ahahah....eu disse serviço público?) da RTP, em vez de transmitir a versão integral do acontecimento, resolveu emitir apenas imagens de alguns concertos e só no intervalo das ‘conversas da treta’ protagonizadas, em estúdio, por Pedro Ribeiro e Margarida Pinto Correia. Que a ‘Guida’ Pinto-Correia se preste a figuras tristes (percebo agora que não é necessário qualquer currículo para se ser presidente de uma fundação!) ainda vá lá, mas agora tu Pedro Ribeiro grande benfiquista achas que era mesmo necessário? Já não basta o Fernando Seara?
Para remediar a minha ‘perda’ decidi pôr a gravar, all night long o compacto que e RTP anunciou passar à 01.15 da manhã. Só espero agora que a iniciativa de Bob Geldof na versão portuguesa não se resuma a três horas de conversa ou de tele-shopping!

sábado, julho 02, 2005

O EMBUSTE

Pois é, quis fazer uma gracinha com o preciosismo na previsão do défice público até às centésimas e ‘meteu água’. Afinal, o défice previsto para 2005 já não é de 6,83 mas sim de 6,72 por cento. Num país de doutores e engenheiros, parece que houve mais um ‘erro de contas’. Bem devia o senhor Vitor Constâncio estar caladinho, não incomodar mais os portugueses que trabalham e gozar silenciosamente os seus obscenos 20.000 euros mensais. Mas como quis aparecer na televisão, mostrar trabalho e (in)competência, o resultado está à vista: o embuste continua!

segunda-feira, junho 27, 2005

SIN CITY

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HOW! Saí da sala de cinema absolutamente deliciado. É provavelmente a melhor adaptação de sempre de uma bd ao cinema. E só isto diz tudo. Ao contrário de que alguns ‘joão lopes’ da nossa praça certamente gostariam, felizmente que aqui não houve lugar a ‘invenções’, ‘alterações‘ ou ‘ideias novas’ no argumento, apenas Frank Miller no seu estado ‘puro e duro’. O resultado é uma cidade do pecado no seu sentido mais literal, bastante violenta, onde as personagens da banda desenhada ganham movimento, com destaque especial para Marv (Mickey Rourke) e o único sentimento humano que existe é a vingança. Resumindo, o filme não é para ‘meninos’. E a julgar pelo número de casais que abandonaram a sala de cinema com a projecção a meio, o filme também não é para meninas. Para o melhor de dois mundos, o da sétima e o da nona arte, o máximo ...10/10.

quinta-feira, junho 23, 2005

O INÍCIO

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quarta-feira, junho 22, 2005

NOTAS BEDEFILAS 28

Apesar de eu ainda não ter visto qualquer publicidade, parece que já é oficial. O jornal Correio da Manha resolveu e bem, digo eu, apostar numa nova colecção de BD, sucessora da excelente colecção “Clássicos da BD”, publicada durante o ano de 2004. A nova colecção designada “BD Série Ouro” será inicialmente de 20 livros, com cerca de 208 paginas cada, dedicados a personagens de banda desenhada. O primeiro número que sai no próximo Domingo, dia 26 de Junho, será dedicado ao Capitão América e pode ser adquirido ao preço de 1 euro mais o preço do jornal. O preço dos restantes volumes será de 6,40 euros. Sempre aos domingos, entre 26 de Junho a 6 de Novembro. Os títulos e as datas de lançamento podem ser vistas aqui.

A julgar pelo panorama actual da banda desenhada em Portugal, esta iniciativa, que se repete, entre o jornal Correio da Manha e a editora Devir, a manter a qualidade da sua antecessora, arrisca-se mais uma vez, a ser considerada como uma das melhores publicações do ano.

segunda-feira, junho 20, 2005

ATÉ SEMPRE!

Este post é dedicado à memória de um Amigo.

aqui tinha escrito sobre o Mané. Companheiro de ‘copos’ e jantaradas, para quem a vida só tinha sentido se pudesse ser gozada. Hoje faço-o novamente, mas com tristeza. O Mané deixou-nos. O início das minhas férias ficou marcado com o telefonema sobre o seu falecimento. Há três semanas atrás, quando fui visita-lo, falou-me de que ia tentar acelerar o ‘processo’. Para quem o conhecia e sabia da sua vontade de viver, percebia que estas palavras eram de grande sofrimento. Felizmente para ele, que a morte foi misericordiosa e levou-o na calma da noite, enquanto dormia. Há uma semana atrás, talvez pela impossibilidade de estar presente no funeral, talvez por perceber que a sua vontade tinha prevalecido, talvez por sentir que foi melhor assim, a razão sobrepôs-se ao coração e o sentimento não foi tão forte. Hoje ao escrever estas palavras, emociono-me.

Até sempre querido Amigo!

domingo, junho 12, 2005

ESTADO EM QUE SE ENCONTRA ESTE BLOGUE

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sexta-feira, junho 10, 2005

NOTAS SOLTAS

1. Cheguei de mais uma semana de trabalho no Porto. Fim-de-semana prolongado e férias. Finalmente!

2. No Domingo levanto voo, com destino a uma praia semi-deserta onde posso exibir sem qualquer problema a minha pálida barriguinha fruto de uma vida sedentária e uma alimentação socialmente incorrecta mas bastante agradável ao paladar. Até lá vou estar por aqui.

3. Nesta semana no Porto descobri uma iguaria fantástica: bôla de carne. À venda nas melhores pastelarias da cidade. Infelizmente os portuenses ainda não descobriram os caracóis.

4. Cada vez estou mais viciado em televisão. Não, não quero saber da merda do défice ou do tratado da união. Actualmente, televisão para mim é ‘Perdidos’ (RTP 1), ‘24’ (Canal 2), e ‘Donas de Casa Desesperadas’ (SIC). E nestes períodos de tempo, não estou para ninguém. E quando estou, gravo.

5. Começou finalmente a temporada Frank Miller! ‘Sin City – A Cidade do Pecado’ estreou ontem nas salas portuguesas. Frank Miller (o próprio) faz um cameo no filme no papel de padre. Garantido que o filme vale o preço do bilhete. A editora Devir prepara-se para lançar ‘A Grande Matança’ (The Big Fat Kill) e ‘Aquele Sacana Amarelo’ (That Yellow Bastard), duas histórias que servem de base ao filme Sin City. Logo a seguir, estreia a 23, o filme ‘Batman – O Inicio’, cujo argumento foi buscar inspiração às obras de Frank Miller sobre o cavaleiro das trevas: ‘Batman – Ano Um’ e ‘O Regresso do Cavaleiro das Trevas’. Eu, pecador me confesso que continuo sem arranjar tempo para ler ‘300’ da Norma Edições, baseada nos relatos verídicos de uma das mais lendárias batalhas da História da Humanidade, conta como 300 corajosos soldados espartanos, liderados pelo Rei Leonidas defenderam a Grécia do exército invasor Persa. Obviamente, uma banda desenhada de Frank Miller.

6. A newsletter recebida da livraria Mundo Fantasma anuncia a abertura do seu blogue. As últimas do mundo dos comics podem começar a ser lidas aqui.

7. O Benfica apresentou o novo treinador: o holandês Koeman. Pessoalmente, preferia que tivesse sido o francês ou o espanhol, mas a dupla Vieira-Veiga surpreende-nos mais uma vez. Suspeito que vai ser mais um ano de muito sofrimento. Só espero que o FC Porto esteja ao mesmo nível da época passada, dado que o Sporting, felizmente, manteve o Peseiro.

8. Hoje resolvi passar no clube de vídeo. O meu serão vai ser dose dupla de tubarões. Não aluguei nenhum documentário da National Geographic, mas sim ‘Open Water – Em águas profundas’ e ‘Ataque dos Tubarões 2’. De tempos em tempos, tenho de 'alimentar' este meu estranho fascínio por tubarões.

segunda-feira, junho 06, 2005

O MAL DAS DEMOCRACIAS

...leiam o meu programa: não está previsto nenhum aumento de impostos.
José Sócrates, Primeiro-Ministro de Portugal, Março de 2005

...o mal das democracias é a MENTIRA!!!

domingo, junho 05, 2005

SELECÇÃO

Esta Selecção já não me entusiasma! Continuo a ir ver os jogos mas já não vibro como vibrei aquando do Europeu de 2000. Depois da vergonha do Mundial de 2002 e da desilusão do Europeu de 2004, já não me consigo entusiasmar. Desta vez, Portugal lá cumpriu. Dois lances de bola parada e dois golos. Um futebol assim-assim e uma vitória. Fica satisfeito por mais uma vez nenhum dos golos ter sido marcado por Pauleta. É importante que se perceba que jogue os jogos que jogar, marque os golos que marcar, Pauleta nunca chegará nem a metade do que Eusébio foi como jogador. Obviamente que para mim, Pauleta é um jogador a mais na Selecção. Quanto ao regresso de Figo, já aqui tinha escrito o que pensava. Agora que regressou, considero que faz mais falta no balneário a rezar agarrada à Santa que em campo a correr atrás da bola. Também Figo é para mim um dos jogadores a mais na Selecção. Quanto a jogadores a menos, falta-nos uma defesa completa incluindo o guarda-redes e mais o ‘fab’ Rui Costa. Podem dizer que o Rui é passado. Mas eu ainda sou do tempo em que a Selecção jogava bom futebol. Para mim esta Selecção é uma má selecção, com jogadores a mais e com jogadores a menos. Não me entusiasma!

terça-feira, maio 31, 2005

FEIRA (2)

Sempre suspeitei que a Feira do Livro de Lisboa encerra em si qualquer coisa de ‘Franca’. Porque outro motivo se divulga tanto a realização de uma feira onde as editoras pouco ou nada apostam em novos lançamentos literários, onde os preços praticados pouco ou nada diferem das livrarias e o negócio se resume ao escoamento de stocks? É verdade é que a Feira do Livro de Lisboa através da venda directa do editor ao consumidor, permite uma poupança significativa às editoras com a eliminação das margens de distribuição. Mas também é verdade que a poupança verificada não se traduz em preços de capa mais baixos. Então porquê a Feira? Cá para mim e aqui entre nós que ninguém nos ouve, o negócio está nas vendas directas. É que são tão directas, que até o próprio Estado fica de fora. E assim, com a cumplicidade de todos nós, a Feira do Livro de Lisboa ganha razão de existir. Não fosse este um país onde ‘o segredo é a alma do negócio’ e a palavra ‘Franca’ apareceria orgulhosamente escancarada depois da palavra ‘Feira’ e antes da palavra ‘Livro’.

segunda-feira, maio 30, 2005

ADEUS

Foi o adeus à Taça. Confesso também que não a esperava. Já me deliciei com o inesperado título de campeão. O Benfica do Estádio Nacional foi o reflexo do Benfica do Campeonato, só que desta vez faltou-nos ...a sorte. De resto estava lá tudo: o mesmo onze, a mesma cultura táctica, as substituições do costume. Agora altos valores se elevam. É tempo de dizer adeus e obrigado ao mister Trapattoni, ao senhor Álvaro Magalhães, ao senhor José Veiga e a mais meia-dúzia de jogadores de qualidade duvidosa. Porque convenhamos, o conjunto de factores extraordinários que marcaram a época futebolística de 2004/05 dificilmente se repetirão e a sorte não é elástica. Na longínqua época de 1998/99, o Benfica com 65 pontos ficou em 3º lugar, desta vez foi campeão. Os sócios, os adeptos, as expectativas e as responsabilidades da próxima época exigem: primeiro, um plantel de qualidade; segundo, uma equipa a jogar bom futebol. Os títulos virão por acréscimo!

domingo, maio 29, 2005

FEIRA (1)

A palavra ‘feira’ sempre me sugeriu um local onde tudo se vende a preços baixos. Logo entendo que ‘feira do livro’ é um local onde se vendem livros... baratos. A fazer fé nisto visitei a Feira do Livro de Lisboa. O meu interesse literário centra-se em banda desenhada. Por brincadeira, para avaliar uma feira, costumo seguir o que chamo de ‘indicador Asterix’, ou seja, considero que o preço justo de bem universal – álbum da colecção Asterix – é de 8 euros. Valores acima tenho preços especulativos; valores igual ou abaixo tenho preços de feira. Pois é, a verdade é que os únicos álbuns do Asterix que encontrei foi no stand das Edições Asa e custavam € 10,90. A título de comparativo na FNAC estão a € 10,80; no Continente a € 9,00. Por curiosidade, o livro destes meninos custa na FNAC € 13,50; no stand dos Livros Cotovia o preço marcado é € 13,50. Resumindo, feira, feira não temos, mas parece que uma centena de livreiros está concentrada no alto do Parque Eduardo VII.
OBVIAMENTE, vive la France

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sábado, maio 28, 2005

NÃO, NÃO E NÃO

A fazer fé nas últimas sondagens e há cerca de 52% dos eleitores franceses que merecem a minha consideração. Engraçado porque o Pacheco Pereira, o Manuel Monteiro e a malta do Bloco também se juntaram ao grupo!

quinta-feira, maio 26, 2005

FELIZMENTE PARA O PAÍS QUE EXISTEM FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

Passada a euforia, mas não a alegria pela conquista de mais um campeonato nacional, acordo para a nossa realidade. O país tem outra vez um defice! O defice. Esse monstro mitológico, que engole nações inteiras sem mastigar, regressou. Ciclicamente, os funcionários públicos são chamados para pagar a crise. Mais uma vez, são as eternas medidas ‘necessárias’ e ‘excepcionais’. Como se não fossem sempre! O anterior governo descobriu um defice de 4,8%, subiu impostos e congelou aumentos na função pública; o presente governo descobre um defice de 6,8%, sobe impostos e congela progressões na função pública. Começo a desconfiar que os funcionários públicos são de uma casta inferior da população portuguesa. Como não existe evasão e fraude fiscal nas empresas, como não existe incompetência nem desperdício de dinheiro na gestão de empresas públicas, como não existem ‘mil e uma mordomias’ para uma classe de sanguessugas que vão desde do autarca ao deputado, felizmente para o pais que existem funcionários públicos. É que o país conta com eles para pagar duas vezes as contas. Que há vida para além do defice, não duvido; se há vida na função pública para além das medidas, já começo a ter sérias dúvidas!