O ATLETA
Corre-se hoje a Meia-Maratona de Lisboa, entre a Ponte Vasco da Gama e o Parque das Nações. O que proporciona a altura ideal para contar uma história sobre esforço, dedicação e glória. Há praticamente um ano atrás, na anterior edição, quando os atletas que seguiam na cabeça da corrida se aproximavam da Avenida D. João II, aqui no Parque das Nações, para a qual o meu apartamento tem uma vista privilegiada, avisto um homem a correr isoladamente pela rua abaixo que conduz à rotunda. Por momentos fiquei espantado por pensar como seria possivel um atleta branco 'bater’ os atletas quenianos. Mas depressa desfiz as dúvidas. O rolo de fita amarela que trazia consigo, debaixo do braço, identificava-o como pertencente à organização do evento. De imediato começou a isolar todas as vias de acesso à rotunda e à avenida, que até então estavam abertas ao trânsito e a delimitar 'na hora' o percurso da corrida. A confusão causada foi indescritível. O buzinão que se seguiu só deve ter tido paralelo no da ponte sobre o Tejo à uns anos atrás. O diligente funcionário da (des)organização havia bloqueado completamente todas as vias de circulação automóvel na avenida principal e adjacentes. Alguns minutos depois, surgem então os primeiros corredores, quenianos por sinal, entre os quais estava o vencedor da corrida. Mais tarde, finalmente lá apareceu a polícia para estabelecer a ordem e a circulação do trânsito por vias alternativas de forma a não prejudicar a corrida.
Ainda hoje penso, na ‘barracada’ que teria sido se aquele ‘atleta’ branco não tivesse chegado primeiro que os quenianos!!!
Fim do ciclo da Sombra das Luzes
Há 16 horas
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